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A alcateia Teen Wolf chegou ao fim

28 setembro 2017 0 Comentários
Chegou
ao fim a série Teen Wolf e com isso vários Wolfies vão se sentir abandonados
pela alcateia favorita da TV.

A
série da MTV é um remake de um filme de mesmo nome de 1985, e chegou a marca de
100 episódios durante as 6 temporadas em que esteve em exibição. 
Eu
comecei a assistir essa série bem despretensiosamente, como faço em toda fall
season
, para ver qual era a dela. Começou assim, mas no fim ela mal acabou e já
sinto falta.

A narrativa da série começa com a história de dois amigos, Scott McCall (Tyler Posey) e Stiles Stilinski (Dylan O’Brien, protagonista da franquia Maze Runner), na cidade de Beacon Hills, onde começa a ter ataques de animais
selvagens e um assassinato é cometido deixando um parte de um cadáver na floresta, e a dupla começa uma busca da outra metade do morto que está desaparecida, por influência do Stiles que é filho do delegado e criou o hábito de
investigação. 
Acontece
que a causa dos ataques é um lobisomem e durante a busca dos dois amigos na
floresta, Scott esbarra com ele e acaba sendo atacado e como resultado disso
vira um lobisomem.

Ao
longo dos episódios, Scott vai aprendendo o que se transformou, como lidar com
esse fato novo e sempre contando com a ajuda de Stiles. O que acaba sendo um
dos plots mais engraçados da série, como os amigos tem que mudar na relação
deles.

A
série não se concentra só nas figuras dos lobisomens, começa assim, porém
depois expande a mitologia e introduz outras figuras míticas como a Banshee,
Caçadores de lobisomens, Coiote, Kitsune, Kanima, Darach, entre outros.

Até
tenta criar mistérios, alguns fáceis da gente desvendar, mas o cerne da série é
o relacionamento entre os personagens, abarcando a amizade, cumplicidade e lealdade entre eles. Porque por mais que nem todos sejam lobisomens, fazem parte da
alcateia do Scott de uma forma ou outra. Tanto na série, quanto fora dela.

O
mais legal é a relação de Scott e seus amigos, além do já citado Stiles, temos
também o interesse amoroso dele, a Alisson Argent (Crystal Reed), a líder de
torcida Lydia Martin (Holland Roden) e o capitão do time de lacrosse Jackson
Whittemore (Colton Haynes, visto na série Arrow), entre os momentos de ação,
temos muitos outros de descontração. Principalmente quando o Stiles está
presente.

Claro
que a série não é só a descoberta dos ‘poderes’ de Scott, mas evolução dele
além como lobisomem, mas também como pessoa e como isso afeta todos os que o
cercam. Os amigos, a nova namorada, a família dela e 
sua mãe, Melissa McCall (Melissa Ponzio).

Os
criadores da série já estavam pensando no futuro dela, contando a história
após o término de Teen Wolf, primeiramente através de podcasts, e depois,
dependendo da repercussão, a MTV pode trazer um revival da série com novas
histórias, personagens e atores.

“Estamos
conversando sobre como podemos manter essa franquia viva. E a beleza das
evoluções midiáticas é que podemos continuar a série através de podcasts. O
coração da MTV é acompanhar as dificuldades atemporais de jovens diante do
amadurecimento, então podemos abordar novas histórias com isso”
, disse
McCarthy (Presidente da MTV) ao THR.

Teen
Wolf
é transmitida pelo canal Sony aqui no Brasil, que atualmente está exibindo
a terceira temporada de segunda à quinta, às 16h. Os episódios finais, no
entanto, ainda não têm data para chegar ao canal.

A
série chegou bem de mansinho, mas com o passar do tempo transformou os
telespectadores e fãs Wolfies formando uma imensa alcateia e sem o alfa Teen
Wolf
, vamos todos ficar sem rumo.




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TOP 5: séries que foram embora cedo demais

14 setembro 2017 0 Comentários



Uma das piores sensações da vida é quando você se apaixona perdidamente – não por alguém, mas por uma série – e do nada a emissora decide simplesmente não produzi-la mais. Nós até entendemos o motivo, o difícil é compreender que aquela história nunca terá um ponto final.

Para expor a nossa desilusão, separamos 5 séries que foram canceladas. A maioria sem ter a oportunidade de dar um adeus. Vem sofrer com a gente!

1# LIMITLESS (1 TEMPORADA)



Limitless foi uma das melhores estreias da fall season de 2016, série
bastante leve e divertida, que aliava humor com ação.

Para
quem não conhece, a série é uma adaptação do filme com mesmo nome, que tinha
Bradley Cooper como protagonista, lançado em 2011. O filme acompanhava um escritor
que estava com um bloqueio mental para terminar seu livro, mas devido a uma
droga ele conseguiu ter acesso a 100% da sua mente e depois disso um mundo se
abre à sua frente.

A
série é uma continuação do filme, tendo até mesmo participação pontual do
personagem de Bradley Cooper, mas ela não desenvolve em função dele e sim
do Brian Finch (Jake McDorman / saudades Greek) que tem acesso à droga e passa
a trabalhar com o FBI para servir de consultor, ao mesmo tempo em que tenta
fugir de uma enrascada em que se meteu.

A
série poderia continuar por várias temporadas fácil! Tinha o que desenvolver
e ao mesmo tempo por ser leve, poderia ser aquele programa que você assiste
para desopilar. 
Uma
pena ter sido cancelada tão cedo.

2# MARVEL’S AGENT CARTER (2 TEMPORADAS)



Me
arrisco dizer que é uma das melhores séries da Marvel. 
Conta
a história da Peggy Carter (
Hayley Atwell) pós o filme Capitão América: O
Primeiro Vingador
, quando ela volta para Nova Iorque e começa a trabalhar numa
agência de inteligência, mas como são machistas, a tratam como uma secretária
qualquer. 
Mas
nós sabemos que a Carter tem uma personalidade forte e é bastante inteligente e
com isso passa a ganhar a confiança dos colegas aos poucos e começa a lidar com
as coisas anormais que acontecem. Temos a presença do
Dominic Cooper reprisando
seu papel como Howard Stark e
James Darcy como Jarvis.

A
série era bem leve e divertida, contava com tramas bem interessantes e
coadjuvantes muito bons. Tinha bastante material para desenvolver, como a
criação da própria S.H.I.E.L.D. por exemplo. 
Todos
queriam continuar na série, até a Carter, mas a decisão da emissora não foi
essa, infelizmente.

3# HANNIBAL (3 TEMPORADAS)



Quando
você lê a palavra “
Hannibal”, você já associa à Anthony Hopkins, já que este ficou
muito famoso ao interpretar esse maravilhoso personagem.

Bryan
Fuller (Heroes e Deuses Americanos) criou, escreveu e foi produtor executivo da
adaptação para a TV da história do serial killer, que foi vivido perfeitamente
por Mads Mikkelsen, contando a história pela ótica do Will Graham (Hugh Dancy),
tendo no elenco ainda pessoas como Laurence Fishburne (Matrix) e Gillian
Andersen (Arquivo X e Deuses Americanos).

Não
há muito o que ser dito, a série é muito bem produzida, e possui algumas
diferenças das obras cinematográficas. Bastante sanguinária, não mede esforço
para nos trazer aquela realidade macabra em que o personagem está inserido. Não
preciso nem falar da dieta humana que ele leva.

Os
fãs ficaram devastados com o cancelamento da série, até o próprio Mikkelsen
queria ter continuado no papel, mas outra vez a emissora decidiu seguir por
outro caminho. 
Fuller
ainda desejar retornar a produzir
Hannibal, quem sabe?

4# SENSE 8 (2 TEMPORADAS)



Sense8
é aquela série que tem uma premissa excelente, mas demorou para ser
desenvolvida, praticamente como quase todos os trabalhos das irmãs Wachowski. 
Foi
embora sem chegar para o que chegou, dava para ter tido mais umas 2 temporadas
para desenvolver a história e terminar de uma ótima maneira.

Os
fãs pelo menos terão um filme (episódio de 2 horas) para ter um final. Resta
saber se digno ou não.
5# CONSTANTINE (1 TEMPORADA)



Você
vai dizer,
“mas esse não é o Constantine das HQs” e eu te respondo que eu nunca
li, então para mim a única referência que eu tinha do personagem era o filme
com o
Keanu Reeves.

Partindo
dessa premissa, a série começa meio perdida, mas vai se achando no caminho,
chegando a colocar o Constantine (Matt Ryan) fumando. Pode parecer banal, mas o
canal impôs muitas restrições à série o que acabou afetando no que o personagem
é. 
Mesmo
com todos os problemas, ela estava encontrando um caminho bem legal e poderia
evoluir muito mais, vide o que vimos em
Agents of SHIELDNos
resta torcer para o John Constantine voltar a aparecer em
Arrow.

Não esqueça de deixar aqui nos comentários quais séries foram canceladas e vocês ainda não conseguiram superar.

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House M.D. – Especializado em antissocialidade

31 agosto 2017 0 Comentários
Seguindo
com as indicações de séries, hoje lhes trago uma que eu gosto muito. Talvez uma
das que me fez gostar de seriados. 
Eu assistia uma vez ou outra, quando passava na Record. Era dublado e por incrível que
pareça era bom. Junto com ‘My Wife and Kids’ (Eu, a Patroa e as Crianças), ‘House’ tem uma dublagem excelente, que você assiste tranquilamente. 
Pois
então, curti o que vi e fui atrás de assistir tudo que tinha saído até a época,
viciei e acompanhei até o episódio derradeiro. Uma pena, Dr. House faz muita
falta na minha vida.


A
série criada por David Shore, foi exibida no Canal Fox do dia 16 de novembro de
2004 até 21 de maio de 2012, foram 8 temporadas ao todo. No Brasil passava no
canal pago Universal Channel e como já disse antes, na Record.

Gregory
House (Hugh Laurie) é um médico muito inteligente, sagaz, resolvedor de
enigmas, um excelente músico, mas qual é o problema dele? Você me pergunta. Ele
é um cara muito ranzinza, arrogante, insensível e muitas vezes estúpido. Acabar
sendo o anti-herói clássico que amamos, mas não sei se deveríamos.

Ele
é um cético. Não acredita em nada que não possa provar e diz que todo mundo
mente, e isso é uma das citações preferidas dele. Só o que tem são citações
muito sagazes e divertidas:

“Todo
mundo mente”
. – Dr. House

“Sem
competição, ainda seríamos organismos unicelulares.”
– Dr. House

“As
pessoas escolhem os caminhos que as dão as maiores recompensas com o menor
esforço.”
– Dr. House

“Como
já disse o filósofo Jagger: Você não pode ter sempre aquilo que quer.
” – Dr. House

“Não,
se você fala com Deus, você é religioso. Se Deus fala com você, você é um
psicótico.”
– Dr. House

Você
vai notar uma coisa nos personagens House e Wilson, do jeito que eles são, na
amizade, é muito similar à Sherlock Holmes e John Watson, e isso não é
coincidência, os criadores da série se basearam nos contos do escritor escocês
Arthur Conan Doyle. 
Tendo
algumas semelhanças entre ambos personagens/obras, como:


Ambos conseguem deduzir um caso apenas olhando para uma pessoa;

House e Holmes têm significado de “casa” em inglês;

Os dois se utilizam de drogas, Sherlock para escapar do tédio e Gregory House
por conta da dor na perna, mas também para se livrar do tédio e da “dor” de
lidar com pessoas estúpidas.

Sherlock vive na Rua Baker, nº 221B e House mora na casa nº 221B.


outras similitudes entre ambos personagens, assistindo você verá.

Claro, a série não é só o protagonista que dá nome a produção, apesar de ser o elemento chave da história, ele é complementado por outros personagens, cada um contendo personalidades diversas e cada um a sua maneira, bate de frente com o House. Com
o passar das temporadas, existiram mudanças dos médicos que cercaram House,
porém vou falar dos que estão no começo da série.

James
Wilson (Robert Sean Leonard)
é o amigo mais próximo de House, para não dizer que é o único amigo que ele
tem. Sempre está presente na vida dele, ajudando-o em todos os momentos. A
relação dos dois é muito legal e tem alguns episódios hilários quando os dois
apostam alguma coisa.

Lisa
Cuddy (Lisa Edelstein) é a chefe do hospital em que Dr. House trabalha e as
vezes pega leve com as coisas erradas que ele faz, porque ele é único, apesar
de não ser um empregado fácil de lidar, é o médico que resolve os problemas irresolúveis.

House
trabalha com três médicos na sua equipe que ele mesmo selecionou, por
diferentes motivos.

Allison
Cameron (Jennifer Morrison), uma jovem médica imunologista, que é muito
“certinha” no que faz, ao contrário do chefe, levando a não seguir o que lhe
foi mandado e criando tensões entre os dois.

Robert
Chase (Jesse Spencer), é especialista em medicina intensiva e ex-seminarista, o
que leva a House a fazer muitas piadas por conta disso. Não tem problema em
seguir o que o chefe manda, pois crê que está lá para fazer seu trabalho e
pronto. Quase que um contraponto com a Dra. Cameron.

E
o último, mas não menos importante é o Dr. Eric Foreman (Omar Epps),
especializado em neurologia, foi contratado não por isso, mas por conta do
passado que ele possui (não irei entrar em detalhes). É dos três, o mais
equilibrado, chegando a ser chefe do House umas temporadas depois. E isso leva
a House a soltar várias piadas com o ex-comandado, como “Blackpoleon
Blackaparte” (um trocadilho com Napoleão Bonaparte e pelo fato do Foreman ser
negro).

Para
alguns o fato da série ser “procedural”, ou seja, cada episódio é um caso
médico diferente, pode afastar algumas pessoas, mas em House M.D. você vê o
crescimento e amadurecimento dos personagens e como isso afeta no
relacionamento entre eles e com os pacientes. 
Os
casos que House e sua equipe tem que lidar são em sua maioria casos que não
existe na vida real, porém são bem elaborados, visto que os roteiros eram
revisados por médicos. Você vai se deparar com cada um mais mirabolante do que
o outro.

A
série é simples, mas muito gostosa de ser acompanhar. Eu, particularmente,
gosto de assistir na ordem de lançamento dos episódios, porém nada te impede de
ver episódios soltos.
Fica
minha indicação de hoje. Espero que curtam bastante. Deixem suas impressões
aqui nos comentários. Até a próxima.




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This Is Us: Que série!

21 julho 2017 0 Comentários
Não
é toda fall season que estreia série do cacife de This Is Us. Com um elenco
homogêneo que tem uma história que converge hermeticamente, ela é com certeza
uma 
das melhores séries da Fall de 2016, e quiçá dos últimos anos.


tinha mencionado ela aqui no blog neste post. E minha aposta foi muito certeira.

Produzida
pela NBC, teve 18 episódios encomendados na primeira temporada e já está
renovada para uma segunda. No Brasil irá estrear dia 22 de agosto às 22:45 no
canal FOX Life.

Teve
11 indicações ao Emmy, inclusive ao de Melhor Série Dramática. E um detalhe
curioso é que ela é a única concorrente nessa categoria que passa em canal
aberto nos EUA.

Vou
tentar fazer jus a ela, mas sem me adentrar muito na história, pois o que vale
nela, é ir conhecendo os personagens e a trama aos poucos. 

Todo
ano pego alguns pilotos de produções que estão estreando, e ano passado This Is
Us
foi um deles. Não sabia nem sobre o que se tratava, e foi até melhor. Ela me
pegou de jeito logo após o final do primeiro episódio. Continuei a assistir, e
a cada episódio eu ficava mais fascinado e apaixonado.

Justin Hartley, Chrissy Metz, Mandy Moore, Milo Ventimiglia e Sterling K. Brown
É
um drama familiar, que mostra 4 histórias, alternando entre elas, no dia do
aniversário de 36 anos de cada personagem. Jack (Milo Ventimiglia), Randall
(Sterling K. Brown), Kevin (Justin Hartley), e Kate (Chrissy Metz).

Apresentei
à minha noiva, que também ficou gamada na série, porém a gente só começou a ver
juntos a partir do décimo primeiro episódio, após as “férias” de fim de ano que a série
teve. Demorei a terminar por este motivo. 😅.

Posso
dizer com o peso de já ter visto várias séries, da mais fraca até a mais top,
de comédia à ficção científica. Daquela que todo mundo vê até a que ninguém
nunca ouviu falar. Que This Is Us é uma das melhores produzidas, pois marca você a cada
episódio, tratando de temas que abarcam uma diversidade enorme e que você com
certeza vai se identificar com pelo menos um.

É
como o banner/slogan da série diz. “Isso é real. Isso é complicado. Isto é a vida”.

Mantém
um nível elevado a cada episódio que passa, que por mais que tenha algum
episódio que você diga que não “andou” (que praticamente não tem), desenvolve
os personagens divinamente e faz você se apaixonar, rir e chorar com eles.

Para
mim o ponto forte da série é a química que exala de Milo Ventimiglia e Mandy
Moore. Os dois estão demais. Não tem como descrever. Veja por si só.

O
roteiro é uma coisa fora do comum, é simples e conquista você por isso. Não
procura inventar muito, tendo nos diálogos um ponto forte nele.



Ao mesmo tempo é aquela série que você assiste despretensiosamente, mas você não vê a hora que ver o próximo episódio.


Dê uma chance e confira o primeiro episódio da série, que é só o que ela precisa para te ‘pegar’ também. Depois pode me cobrar. 😉.

estou completamente ansioso pelo dia 26 de setembro, data que estreará a
segunda temporada.

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Better Call Saul: Muito mais do que um spin-off

14 julho 2017 0 Comentários

Um
professor descobre que tem câncer e para não deixar sua família desamparada
quando 
partir, resolve cozinhar metanfetamina para depois vender e fazer
dinheiro.

Você
conhece a série que conta essa história, não? Breaking Bad foi um sucesso de
crítica e público, encantou a todos nós com sua história mirabolante, mas ao
mesmo tempo crível. De fotografias e com câmeras de ângulos surreais.

Bem,
não vamos falar de Breaking Bad. Não hoje. Quem sabe, no futuro.

Então,
nesse texto iremos abordar a série Better Call Saul, spin-off da famosa
Breaking Bad, que segue a história de Saul Goodman, antes dos acontecimentos
envolvendo ele,  
Mr. White e cia.



Better Call Saul aborda
o “spiralling down” de Saul Goodman, mostrando como ele fica cada vez mais
escroto e se consolida como o personagem que conhecemos e amamos. Dá para fazer
um paralelo entre essa evolução dele e a de Walter White, em Breaking Bad.

Vou
fazer um pequeno resumo da série, que também conta com Vince Gilligan (criador,
diretor, roteirista, produtor das duas séries) no comando criativo. O que já dá para esperar coisa boa, não é?

Saul
Goodman (Bob Odenkirk), antes dos eventos de Breaking Bad e de ser
advogado de Walter White e Jesse Pinkman, era conhecido como James ‘Jimmy’
McGill, conforme seus pais lhe deram esse nome ao nascer.





Vamos
chamar Saul de James, porque na série é assim que ele é conhecido.


Ele
é irmão de Chuck McGill (Michael McKean) um advogado sócio majoritário de uma
firma de advocacia muito bem-conceituada e tem nele a figura a ser seguida.

Enquanto James trabalhava na firma do irmão como o “homem das correspondências”, fez
uma faculdade à distância e se tornou um advogado também. Queria trabalhar
junto de Chuck, porém este não queria por conta do passado de Jimmy, com envolvimento em esquemas e falcatruas.

A
série começa se baseando no relacionamento dos irmãos e de outros 2 sócios da
firma, Kim Wexler e Howard Hamlin (sócio majoritário). Em como Jimmy quer se
mostrar o bom advogado que Chuck não aceita/acredita, mas que 
está lá para ajuda-lo com sua doença.



Aos
poucos, Better Call Saul vai adicionando elementos da “série mãe”, como um
simples easter egg, e até personagens como os excepcionais Mike Ehrmantraut (Jonathan
Banks) e Tuco Salamanca (Raymond Cruz).


Mike
toma parte do protagonismo em certos momentos. O Jonathan Banks volta a dar
vida a um dos personagens que ganharam a afeição dos fãs de Breaking Bad e aqui
não deixa a desejar.

Muito
bom ver a inserção dessas figuras, bate uma saudade de BB com Mr. White e
Jesse. Ai que você deve pensar que os produtores estão colocando esses personagens só para alavancar audiência, mas também é aí que está o erro. Não há um único personagem
que não adicione nada na trama. Tudo está interligado e, com o desenrolar, as coisas vão se ligando à “série mãe” de maneira homogênea.




Seguindo o mesmo modelo de Breaking Bad, com um baita roteiro, porém agora com mais pitadas de
humor, já que o personagem principal tem uma veia cômica forte. Também temos uma linda
fotografia e direção que, apesar do revesamento de diretores, mantém um nível de consistência muito
bom.

Se
você já assistiu Breaking Bad e gostou, tem o dever de ir conferir Better Call Saul,
que já tem três temporadas, todas disponíveis na Netflix e com uma quarta
temporada já garantida.


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Killjoys merece uma chance!

10 julho 2017 0 Comentários
O
mundo complexo, estimulante e cheio de cores e conflitos de Killjoys está de volta para uma terceira
temporada. Sem perder o fôlego nem nos dar muito tempo para processar as
surpreendentes voltas das últimas duas temporadas, o novo episódio da série já
corre para desenvolver recém-chegados e nos aproximar das consequências de um
mundo em guerra.

Apesar
de se sustentar numa audiência às vezes tímidas (mas pelo menos consistente) e
manter uma base de fãs nem sempre expressiva (mas pelo menos constante), Killjoys ainda carece de presença e
popularidade. Eu amo o desenvolvimento de trama que a série vem propondo nos
últimos dois anos, adoro a densidade e as camadas de seus personagens, me
encanto pela linha de dominós, o esquema de uma coisa leva a outra, que os
roteiristas desenvolvem um episódio após o outro. Com tanta qualidade visual e
de desenvolvimento, mesmo com um orçamento limitado para uma ficção científica,
Killjoys é a minha afeição número 1
das séries descompromissadas das curtas temporadas de meio de ano.

Na
trama, um futuro muito distante dá lugar as aventuras espaciais de um trio de
caçadores de recompensas, que cumprem mandatos para os benefícios da lei
(embora ajam frequentemente acima dela) e de uma poderosa corporação que
governa os interesses do Quadrante, um agrupamento de classes e planetas.

Esse
texto não é uma análise cínica e técnica, é amor sincero e todas as minhas
tentativas de convencer vocês a darem uma chance a um dos meus acertos
preferidos da inconstante e nem sempre confiável emissora Syfy. Cola em mim e
vem se apaixonar pela política corrupta e desigual do futuro das explorações e
colônias espaciais da humanidade. Bem-vindos ao mundo de Killjoys.

Desenvolvendo personagens, explicando suas
razões e nos fazendo torcer pelo carisma de cada um
: Killjoys abre
suas aventuras com um trio carismático de protagonistas, cuja dinâmica bizarra
de amor, ódio, mágoa, fraternidade, parceria e amizade consegue flertar e
percorrer facilmente entre traços de comédia e dramas mais profundos, sem nunca
perder a mão ou pesar demais para um dos lados. Killjoys é muito divertido quando decide ser leve. É muito
impactante também quando precisa nos apontar o ridículo do mundo lá fora. Dutch
(Hannah John-Kamen), Johnny (Aaron Ashmore) e D’avin (Luke Macfarlane) além de
funcionarem como um grupo, também se desenvolvem muito adequadamente como
personagens individuais. Dutch é a líder da equipe (e isso aparece de forma
natural na história, sem nenhuma tensão de gênero que questione sua posição ou
autoridade, o que por si só já se constitui como uma qualidade para o roteiro).

Dutch
está no comando. Os homens sabem disso e não parecem se preocupar. Também não
parecem menos masculinos por isso), seu passado violento e misterioso nos
intriga desde o primeiro episódio. Ela foi treinada para ser forte e
implacável, para ser uma assassina e uma lutadora sem precedentes, mas nem a
carnificina e a violência tiraram dela os últimos vestígios de compaixão e
ética. A fiel amizade dela por Johnny é um dos pontos de equilíbrio de sua
personalidade.

Johnny
acumula uma série de arquétipos típicos das óperas espaciais em um personagem
só. Ele é meio que o piloto, meio que o alívio cômico, meio que o gênio
excêntrico apaixonado por tecnologia, meio que o garoto meio ingênuo que
acredita nos estereótipos das histórias em quadrinhos, meio que o herói
atormentado por responsabilidade e honra, meio que um algo a mais, que fecha
todas essas suas características num personagem que nos parece original.

D’avin
é o irmão mais velho de Johnny. Garoto problema da família, que traz marcas e
traumas de sua vida como combatente de guerra. D’avin tenta assumir o arquétipo
do herói machão, bom de papo, bom de mira, o bonitão corajoso que poderia estar
no comando, mas não na nave de Dutch. Só tenta. Por habilidade do roteiro, a
gente nunca se engana e sabe que tem algo a mais, esperando a narrativa avançar
para sair dali.

Além
deles, uma série de coadjuvantes carismáticos vão sendo jogados pela história,
pouco a pouco se tornando relevantes para o andamento da trama. Alvis, monge da
religião dominante do Quadrante, Pree, o barman de um planeta meio sucateado,
habitado pelas classes mais baixas e mais pobres, Pawter, a filha renegada da
realeza, que procura redenção na medicina.

A trama quebra-cabeça não insiste em ser
boba nem didática
: uma coisa que tive
que aprender a amar no jeito de Killjoys
contar sua história é que tudo sempre parece muito confuso antes de se encaixar
no final. A série começa com uma proposta procedural, do tipo caso da semana,
mas nenhum episódio é gratuito. Todo caso da semana acrescenta alguma outra
coisa a história principal, mas, no início, é difícil para gente perceber que
os detalhes importam. De modo que a história às vezes fica muito confusa antes
de fazer algum sentido real. Acrescente a isso o fato de que o roteiro não se
interessa por didática e nunca nos explica ou revisa os fatos. Você tem que
prestar atenção. As coisas são retomadas de uma temporada para a outra, com
pouquíssima reintrodução, mas sempre fazem sentido. Como se todos os desfechos
fossem encaixados e planejados desde o início (provavelmente são). Em suma,
Killjoys segue a máxima das boas narrativas: não diga, mostre.

O futuro nunca foi tão vibrante: eu amo Star Trek.
Acho revigorante e sempre necessário pensar que o futuro da humanidade é todo
aquele otimismo, tão próspero, tão cientificamente possível, tão amplo em
possibilidades e aceitação. Mas nem tudo podem ser flores. Em Killjoys, não são. As lindas cores da
fotografia, do espaço, do céu, das estrelas, dos mundos e constelações formam
uma composição tão bonita na tela. Duplamente interessante quando se contrasta
com a realidade desigual daquele universo. A explorações dos pobres e
desprovidos em benefício das regalias de uns poucos, separados pelo sangue,
arbitrariamente escolhidos pela biologia e mais nada. Mesmo que não exponha tão
claramente, o sistema de classes do Quadrante, também é uma analogia de
racismo, não especificamente sobre cor, mas sobre um contexto igualmente
discriminatório.

Festa estranha com gente esquisita.
Uma mitologia rica e detalhada: não sabemos o que aconteceu com a Terra. Acho que nem os
personagens sabem. Ao que tudo indica, a humanidade foi embora a muito tempo.
Como espectadores, tudo que nós conhecemos é o Quadrante e a misteriosa vida
mais além. O que houve conosco? Com os terráqueos? Com os antepassados da raça
humana? Até agora não foi um tema. Nisso a série parece ganhar ainda mais
dimensão. O mundo do Quadrante tem suas próprias culturas, suas formas de
adoração, sua vida profissional, seu sistema de castas, suas corporações, sua
forma de segregar os planetas, de criar vida em determinados lugares e pobreza
e degradação em outros. Por ser tão detalhado (e muitas vezes tão distantes do
que conhecemos), o mundo de Killjoys
ainda está sendo pouco a pouco apresentado. Sabemos muito pouco, mas o roteiro
consegue administrar o fluxo de informação de um jeito satisfatório.  

Ser um Killjoy é empolgante: trabalhar para a lei, mas nem sempre lidar diretamente
com ela. Ter um código moral próprio. Viajar pelo espaço numa nave simpática e
cheia de opiniões. Formar uma família disfuncional, mas não menos afetivo ao
longo da jornada. As aventuras dos nossos protagonistas realmente nos divertem,
empolgam, têm carisma e nos desafiam a acompanhar a próxima volta. É como um Cowboy Bebop (para quem gosta de
referências japonesas), como um Doctor
Who
mais contido e mais focado na temática espacial, com a leveza de Firefly, a diversão de Star Trek e a política complexa de Battlestar Galactica.

Killjoys
está de volta para sua terceira temporada. As duas temporadas anteriores
tiveram 10 episódios cada e podem ser encontradas na Netflix.