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Suits. Um aprendizado para a vida

26 maio 2017 0 Comentários
Vamos
falar um pouco de uma das melhores séries dos últimos anos? Suits é aquele tipo de seriado que mantém o
nível alto em praticamente todos os episódios, sendo pelo excelente roteiro ou
pelas atuações impecáveis dos personagens.

Criada
por Aaron Korsh, e tem como produtores Doug Liman (Diretor de A Identidade
Bourne
) e Dave Bartis (Produtor Executivo de Sr. E Sra. Smith), a série conta a
história de Mike Ross (Patrick J. Adams), um ex-estudante de Direito, possuidor
de uma memória fotográfica, que consegue uma vaga como advogado associado de
Harvey Specter (Gabriel Macht), um renomado advogado, galanteador e que não
perde uma causa sequer, usando artimanhas para conseguir se for necessário.

Lendo
está breve sinopse imaginaria que seria mais uma série de advogado, mostrando
julgamentos e mais julgamentos, mas é aí que você está errado, pois
praticamente não temos situações de tribunal.



Vemos
mais situações em que Harvey e Mike trabalham para conseguir empresas como
clientes, ou para solucionar problemas, mas na maioria das vezes procurando um
trunfo para usar, caso necessário.

A
série é repleta de personagens bem construídos e carismáticos. Além do Harvey e
do Mike, temos a sócia majoritária do escritório, Jessica Pearson (Gina Torres),
uma advogada feroz que comanda sua firma de maneira firme, mas justa.

Temos
também o Louis Litt (Rick Hoffman), advogado e rival de Harvey, que comanda a
seleção de associados de primeiro ano da firma. Cara superinteligente, mas
sempre consegue dar uma mancada. Se sente na obrigação de ser sempre melhor que
Harvey e isso sempre dá errado para alguém.

Rachel
Zane, filha de um advogado muito influente em Nova Iorque, é paralegal, uma espécie de assessora,
enquanto estuda Direito na Universidade de Columbia. Uma observação legal, a atriz é namorada do Príncipe Harry da Grã-Bretanha. Rs.

Por
último e não menos importante temos a secretária de Harvey, Donna Paulsen (Sarah
Rafferty), uma mulher de caráter e uma inteligência invejável. Ela é a sombra
que faz Harvey se mover, sem ela as coisas não andariam do jeito que ele gosta.
Ajuda no que ele precisar, no escritório ou na vida pessoal.


Uma das coisas mais legais de série são as citações do Harvey Specter. Sempre tem uma frase marcante, como “É mais fácil pedir perdão, do que pedir permissão”. Outra é “sua aparência é tão importante quanto seu talento”. É uma arrogância que contagia. Rs. Uma citação me lembra muito o que um tio meu me diz sempre “nunca julgue um homem até estar no lugar dele”.

A
série que já vai para 7ª temporada consegue ser constante em relação ao nível
que nos entrega, muito pela história que se desenvolve homogeneamente durante
as temporadas, só que não podemos deixar de lado a construção de personagens,
que não se fixa só nos principais, mas também nos secundários. Dando um
“background” vasto e complexo.

Ao
longo dessas 6 temporadas, temos problemas de todos os tipos na firma Pearson
Hardman, principalmente por conta da contratação de Mike como advogado
associado, pois ele não é inscrito na Ordem de Advogados. O que vai nortear os
rumos que a história vai seguir.

Também
temos pitadas de humor, muito com Louis Litt e suas trapalhadas e com Donna e
suas tiradas perspicazes. Deixando a série com uma variedade de vertentes, e
sempre conseguindo abordar bem cada uma delas.

Sempre
que adicionam algum personagem, mesmo que recorrente, os produtores acertam.
Sendo para antagonizar algum personagem principal, sendo para complementar,
nunca estão lá por estar, possuem sempre um objetivo para história da série
e/ou para ajudar na construção de um dos protagonistas.



Quem
nunca quis ser alguém bem-sucedido e presença
como o Harvey? Quem nunca quis ter uma memória fora do comum feito a do
Mike? Quem nunca quis ter resposta e saída para tudo feito a Donna? Quem nunca
quis ter uma presença intimidadora e inteligente como a Jessica? E até mesmo
ser como o Louis, que é muito inteligente no que faz e realiza suas tarefas de
maneira eficaz?
Não
perca mais tempo e vá assistir Suits. Ela é transmitida pelo canal USA lá nos
EUA, e aqui no Brasil no canal pago TNT e também pelo canal de streaming
Netflix.
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Crítica | Sense 8 (2ª Temporada)

9 maio 2017 0 Comentários

Depois
de quase dois anos de espera, podemos finalmente anunciar que Sense8 está viva e voltou para sua
segunda temporada na semana passada, com dez novos episódios adicionados ao
catálogo da Netflix (em tese, a temporada é composta por onze episódios, sendo
que o especial de Natal lançado no ano passado compõe a estreia). Apesar de
muito amada nas esquinas escuras da internet, a série também foi bastante
criticada em seu primeiro ano, por suas temáticas polêmicas, por algumas
abordagens bem bregas mesmo, por um roteiro bem inusitado em estilo, sem meias
palavras, sem especificidade de gênero, às vezes didático e lento, mas escapou,
sem muitos problemas do fantasma do cancelamento, mesmo exigindo uma complexa e
caríssima logística de produção, que não só inclui os gastos de viajar o mundo
inteiro com uma equipe imensa, mas que tem que lidar também com as despesas de
ter grandes nomes no roteiro e na direção (o popular roteirista de quadrinhos e
televisão, J. Michael Straczynski, e as irmãs Wachowski, criadoras do clássico
contemporâneo Matrix).

Com
sua proposta estranha, intrigante e emocionante, Sense8 chamou a atenção em sua estreia por propor a análise de um
mundo tão conectado, globalizado e expansivo como o de nossos tempos num
contexto de ficção científica que dava forma ao tema e escancarava as questões
da diferença, da aceitação e da empatia. Na história, oito pessoas em oito
cidades diferentes do mundo acordam para uma nova percepção da realidade quando
se descobrem empaticamente conectados uns aos outros. Tudo que um sente é
sentido através do mundo na vida dos outros sete. Tudo que um sabe se espalha
pela rede emocional para os outros sete também. Todo conhecimento e habilidade é
devidamente compartilhado entre todos os membros do chamado cluster, um termo americano que, na
série, designa uma espécie de família de renascimento, um grupo de oito indivíduos
aproximados por um mistério em comum.


Os
membros do nosso
cluster de
protagonistas são: Will (Brian J. Smith), um policial de Chicago com uma conturbada
relação com o pai, Riley (Tuppence Middleton), uma D.J islandesa popular nas
noites europeias, Capheus (Aml Ammen, na primeira temporada, Toby Onwumere, na
segunda), um motorista de ônibus do Quênia, fã número 1 do Van Damme, tentando
salvar a mãe que precisa constantemente de remédios caros em uma região carente,
Nomi (Jamie Clayton), uma transexual de São Francisco engajada em causas
sociais e ataques digitais, Sun (Doona Bae), uma empresária sul-coreana numa
batalha de vida ou morte contra o irmão, Lito, um ator de filmes de heroísmo
masculino brega no cinema mexicano, Wolfgang (Max Riemelt), um ladrão de cofres
de Berlin, e Kala (Tina Desai), uma farmacêutica indiana.

Da
noite para o dia, os oito começam a se ver uns na vida dos outros e precisam
tentar se descobrir e se entender ao mesmo tempo que correm para ficar a salvos
de uma perigosa e misteriosa organização secreta que os caça.

Mais
centrada nas questões emocionais de seus oito protagonistas, a primeira
temporada da série, apesar de bem escrita e dirigida, sofre com problemas de
ritmo, com um mistério arrastado e pouco abordado, que não cativou o fã típico
de ficção científica (que provavelmente sonhavam com algum tipo de reinvenção
de Matrix), mas o carisma de seus
personagens, a original e muito inteligente dinâmica de compartilhamento entre
eles, bem como a química do elenco, acabou por conquistar uma base fiel e muito
engajada de fãs no mundo inteiro (com destaque, na verdade, para nós, aqui no
Brasil, que demos nosso jeito de chamar a atenção da Netflix e dos próprios
criadores), garantindo um novo ano para a série, que, embora tenha tardado,
certamente não falhou com a expectativas da espera.

O
segundo ano de Sense8 é muito melhor,
maior em sua proposta, mais à vontade com seus temas e suas estratégias, mais
simples na tela, o que, inevitavelmente, traz uma sensação boa de coerência e
quase conserta qualquer desconforto que a primeira temporada possa ter causado
em parte do público.


Sense8
traz uma segunda temporada muito mais ágil, voltada para um plot principal, sem abandonar seus temas
de caráter humano nem esquecer o desenvolvimento emocional de seus personagens
tão queridos. Uma vez estabelecidos os personagens e os conceitos fundamentais
para trama, a série parece de cara muito mais confiante em usar suas
habilidades e a empatia do grupo.

A
dinâmica de compartilhamento aparece de modo tão mais natural nesta nova
temporada. Vemos o grupo interagindo o tempo inteiro, sem mais o recurso da
desconfiança, do “ainda estou aprendendo”, utilizado à exaustão no ano anterior.
Aqui, todo mundo faz uma boa ideia do que está acontecendo, entende seus outros
corpos, suas outras mentes, visitam-se com frequência, conversam sobre o mais
profundo de suas almas, mas também sobre as minúcias do dia-a-dia, ajudam
quando a vida de um corre perigo, mas também se unem para defender a existência
do grupo todo, já que agora, não são só Will, Riley e Nomi que estão
diretamente envolvidos com o mistério principal, mas todos se sentem um pouco acuados
pela ameaça sempre presente de Sussurros (Terrence Mann).

“Você acha que está nos caçando? A gente está indo pegar você”. Will, vai com calma enquanto pisa no Sussurros, eu imploro.
Quem
assistiu com ansiedade os compartilhamentos um pouco tímidos da primeira
temporada, foi devidamente recompensado com a segunda. É comum, nos dez
capítulos deste segundo ano, ver o grupo completa em cena desde o primeiro
episódio. Há uma sensação satisfatória de naturalidade presente nessas
interações: vê o grupo todo aparecendo para socorrer Will, reconhecer sua dor e
se mostrar todos tão gratos pelo tanto que ele vem lutando para proteger a si
mesmo e os outros sete, vê a lindíssima, tensa e emocionante cena em que Sun
escapa da prisão, nos dois primeiros episódios, a sua quase morte sendo filmada
com o corpo de todos, a sua luta sendo mostrada a partir dos golpes de todos,
seu alívio ao finalmente escapar tocando de um jeito agradável às emoções de
todos os outros.

Esses
momentos de compartilhamento são a costura adequada do roteiro, que, embora não
trate muito profundamente, ponto a ponto, os dramas pessoais dos personagens
principais desta vez, mergulha em definitivo, sem volta, na trama principal, na
mitologia em torno das habilidades dos sensates,
descobre novos poderes, novos personagens, novas esquinas deste complexo
cenário de ficção científica.

A
introdução de novos personagens, aliás, tem alguns destaques interessantes. Com
Sun finalmente fora da prisão, por exemplo, temos uma volta completa em seu
arco dramático, dando mais espaço de ação para personagem. Agora, Sun está
livre e quer vingança contra seu irmão cruel e mesquinho. O responsável por
investigar a fuga da personagem, o detetive Mun, não consegue escapar dos
encantos dos mistérios de Sun (a gente entende, porque nunca conseguimos
também, não é verdade?) e ao invés de caçá-la parece muito mais interessado em
desafiá-la para combates em cemitérios ao nascer do sol, acertando não só o
roteiro como a plasticidade da cena que é tanto de ação quanto romântica.

Atento ao casal Sun e Mun, escrito nas estrelas.
Além
dele, novos sensates surgem pelo
mundo, criando vínculos de visita com os oito protagonistas, destaque humorístico
para o devasso Puck (descrito por Rilye como o equivalente a uma DST do mundo sensate) e o adorável e muito útil Velho
de Hoy.

Outro
grande acerto dos novos episódios, também relacionado a novos rostos na trama,
foi a inclusão de um novo cluster
completo, um cluster adversário, o que
possibilitou que o roteiro encenasse uma batalha coreograficamente perfeita e
muito inventiva. A ideia em si é mesmo tão genial como parece. Dois personagens
se utilizando de dezesseis corpos para lutar, e o modo como o roteiro constrói
a rivalidade entre os dois grupos só deixa tudo mais interessante, mais impressionante
de assistir, mais plástico na tela, já que a direção de Lana Wachowski não se interessa
muito por efeitos especiais e aposta na beleza de coreografias e truques de
câmera para colocar e tirar seus personagens da tela.

Olá.
Eu quis
fazer uma resenha bem profissional, a coisa mais ética, bem imparcial mesmo,
mas a verdade é que estou aqui para exaltar a existência de
Sense8. Porque se existe uma verdade neste mundo de mentiras
chamado internet é que imparcialidade não existe e que não adianta também ficar
torcendo contra se o coração só quer venerar essa série linda, cheia de
plasticidade de imagem e temáticas bonitas e cruciais.

A
questão é que a nova temporada me tem no chão. Agora que já conhecemos nossos
protagonistas, já os amamos, já queremos protegê-los, a história segue adiante
de modo natural.

Embora
ainda desafie qualquer classificação de gênero, Sense8 conseguiu se adequar um pouco mais à caixinha da ficção científica,
o que ajudou a dar mais ritmo para trama sem, na verdade, prejudicar o lado
emocional e introspectivo da história (vide o especial de Natal que, na
prática, faz parte desta segunda temporada, mas mantém a linha mais dramática
da primeira). Abordar a trama principal e os conceitos de seu mundo me pareceu
o caminho natural e lógico. Não uma reviravolta ou uma fuga de sua proposta
original. Acho, inclusive, que a nova temporada nos ajuda a olhar para os tais
problemas de ritmo da primeira com outros olhos. Era tudo necessário, no fim
das contas.

Em suma, Sense8 acerta ao
apostar no equilíbrio entre tema, ritmo e desenvolvimento de personagens,
construindo uma temporada mais sólida e aparentemente mais redonda, onde os
criadores aproveitam a maturidade dos personagens para parecerem eles mesmo
mais maduros na confecção da trama.

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Bleach: A saga de um Shinigami

21 abril 2017 0 Comentários
Na
minha fase adulta já havia parado de assistir animes, mas certo dia um amigo
meu (Mac Donald, não a rede de fast food, rs) me apresentou a Naruto (que já falei sobre no blog) e a Bleach (anime que irei comentar), em uma visita à casa dele.

Logo
de cara curti o visual do anime, bem como a temática. Sendo assim, pedi que este me enviasse 
alguns episódios para que assim pudesse assistir tudo que já tinha disponível. E
agora vou fazer uma breve apresentação para vocês.

Bleach
foi um mangá escrito por Tite Kubo, que durou de 7 de agosto de
2001 até 18 de agosto de 2016, onde conta a história de Ichigo Kurosaki, um
jovem que via e mantinha certo contato com almas que não haviam partido deste
mundo, e que ganha poderes de uma shinigami para se tornar um e
encaminhar
as almas boas ao mundo pós-vida, a Soul Society, e derrotar os espíritos
malignos (Hollows) que tentam devora-las.

A
adaptação pra TV começou a ser transmitida dia 5 de outubro de 2004 até 27 de
março de 2012, contando boa parte da história do mangá, porém ainda há arcos para
serem adaptados para o anime, fato pelo qual os fãs esperam ansiosamente.

Rukia e Ichigo
Como
outrora dito, o anime segue a história do Ichigo Kurosaki, que devido a um
evento entre uma Shinigami (Rukia Kuchiki) e um Hollow, se torna um combatente
dessas criaturas que se alimentam das almas. Em consequência disso, a personagem tem
que permanecer em nosso mundo para “tomar conta” do novo guerreiro.

Shinigami é uma expressão da cultura japonesa, que significa “Deus da morte” ou “espírito da morte”, é um termo usado no Japão para descrever entidades sobrenaturais presentes na mitologia e aqui no mangá/anime adaptado com um contexto “mais amigável”.

Cada
shinigami possui uma espada (zanpakutō) tanto para fazer a passagem das almas,
quanto para lutar contra os Hollows. O formato e tamanho dela se baseia na
força que o portador dela tem dentro de si.

Bankai do Capitão Toshiro Hitsugaya
Quanto
mais forte o shinigami é, ele adquire o poder de transformar sua zanpakutō em
outra coisa (não vou falar mais para não dar spoilers), chamada de Bankai. Algumas se transformam em outro formato e tamanho de katana, outras em coisas que nada tem a ver com o que eram.

Ao
longo do anime, Ichigo vai combatendo as forças malignas e se tornando mais
forte, com a ajuda de Rukia e posteriormente de outros amigos humanos e
shinigamis. Vai adquirindo novos poderes e sempre junto com isto, novos
adversários.

Evolução – Ichigo
Fui
devorando os episódios um atrás do outro, e cada vez mais curtindo o que via.
Ichigo humano, depois virando shinigami e cada luta que participava, se tornava
mais forte para que pudesse defender sua família e amigos.

Temos muita ação no anime, visto que quase todo mundo tem espada e/ou poder sobrenatural. Porém o anime não é só isso, temos muita comédia. Temos muitas cenas engraçadas, seja pela situação, seja pelos personagens cativantes.

A
melhor fase para mim foi a da Soul Society (lar dos shinigamis), onde nós conhecemos
uma infinidade deles. Cada um mais forte e diferente que o outro. Uns se tornam
rivais do Ichigo, outros rivais e alguns deles, inimigos.


também conhecemos os capitães das forças. Ao todo são 12, sendo o primeiro,
chefe de toda Soul Society. As melhores lutas sempre têm um capitão
participando. Sem contar que possuem as bankai mais legais.

Soul Society
Como todo anime que possui muitos episódios, Bleach tem pontos altos e baixos. Possuindo muitos fillers o que “quebrava” muito o ritmo da história 

O
anime acabou do nada, deixando muita gente com raiva, triste e decepcionada. Os
fãs até hoje em dia enviam emails, cartas ou tweets para o criador na tentativa
de conseguir que o anime volte a ser produzido e com isso Ichigo tenha um fim
digno.

Eu
gostaria muito que Bleach voltasse à TV, para mais uma vez acompanhar as
aventuras do shinigami mais outsider da Soul Society.


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Tudo o que você precisa saber sobre Luke Cage

30 setembro 2016 0 Comentários

Olá tripulação!


Finalmente estreia amanhã, dia 30 de setembro, Luke Cage na Netflix. A primeira temporada da série será composta por treze episódios, sendo os dois primeiros dirigidos por Paul McGuigan (“Sherlock”).

Essa será a terceira parceria entre Marvel/Netflix e estamos ansiosos. Caso você queira assistir a série, mas não conheça nada sobre o personagem, não se preocupe, pois preparamos um guia sobre o herói. Gostou? Então confira a matéria!

A influência do
movimento Blaxploitation.


Luke Cage foi criado em 1972, sendo sua primeira HQ “Luke Cage: Hero
for Hire #1
”.

O que muitos não sabem é que sua criação sofreu grande influência
de um movimento sociocultural chamado Blaxploitation – junção da palavra black (negro) e exploitation (exploração) – criado nos anos 70, cuja finalidade era  retratar a realidade da comunidade negra nos cinemas.

No entanto, esse subgênero cinematográfico foi muito
controverso já que ele dividia opiniões. Para alguns ele representava o empoderamento do público
negro e para outros era uma forma de propagar estereótipos, filmes como Shaft e Super Fly
 são representantes desse movimento.

Aproveitando-se da popularidade do movimento, a Marvel criou
Luke Cage.  Tornando-se um dos
primeiros super-heróis negros e ter seu nome em uma HQ solo.

Em suas histórias originais o fator político-social era
dominante. Você não via o personagem lutar contra supervilões, mas sim gangues,
políticos corruptos, policiais autoritários, etc. Ou seja, o objetivo era
mostrar a desigualdade entre a comunidade negra e a classe dominante.



Representantes do movimento Blaxploitation
Sua Origem

Seu verdadeiro nome é Carl Lucas, tendo crescido no Harlem. O
personagem tinha o sonho de se tornar um poderoso criminoso em Nova York e durante
a adolescência participou de uma gangue junto com seu melhor amigo Willis
Stryker. Contudo ao perceber que colocava sua família em perigo decidiu
abandonar o mundo do crime.

Seu melhor amigo continuou a trilhar o caminho da
marginalidade e iniciou um relacionamento amoroso com Reva Connors. O problema
é que Reva não apoiava a vida do namorado e resolveu romper o namoro e buscar
consolo com o herói. Willis ficou furioso ao saber que ambos estavam juntos e
bolou uma armadilha, colocando drogas na casa de Carl e depois alertando a
polícia. Sendo o personagem preso por um crime que não cometeu.

A ligação com Capitão
América

Na prisão, Carl Lucas foi cobaia de um experimento científico
envolvendo células derivadas do soro do super-soldado. No entanto um policial – desafeto do personagem – acabou sabotando o procedimento para
que assim morresse. O que ele não sabia é que tinha ampliado o resultado do teste dando
ao herói super força, super-resistência e uma pele impenetrável.

Com esses poderes, Carl consegue escapar da prisão, adota
o codinome Luke Cage e dá início a sua vingança contra Willis Stryker.

O uniforme original
Um Faz-Tudo de Aluguel

Após a prisão, o personagem precisava ganhar dinheiro e se
tornou um “faz-tudo de aluguel”, ou seja, ele ajudava as pessoas por certo
preço. O problema é que entre seu clientes estavam inúmeros tipos de
criminosos.

Um dos seus “trabalhos” mais conhecidos foi para o Doutor
Destino. O vilão contratou o personagem para destruir o Quarteto Fantástico,
mas acabou não dando certo uma vez que acabou se tornando amigo da equipe e
eventualmente fez parte desta por um certo período quando o Coisa perdeu seus
poderes (Fantastic Four #168-170).

Algumas edições da HQ
Seu Melhor Amigo é o
Punho de Ferro

Apesar de serem como água e óleo, Luke Cage e Punho de Ferro são
melhores amigos. Essa amizade, na verdade, foi uma tentativa da Marvel em
salvar os personagens já que suas aventuras solo estavam com baixa popularidade. Assim, decidiram juntar ambos em uma única HQ chamada “Power Man e Iron Fist”.

Outro fator interessante é que sua filha com Jessica Jones se
chama Danielle, uma homenagem ao seu melhor amigo, cujo nome verdadeiro é
Daniel Rand.

Jessica Jones

Como todos viram em Jessica Jones, ambos os personagens
tiveram um affair decorrente de uma noite de bebedeira. Entretanto, Jessica se
arrependeu do que fez e simplesmente desaparece da vida do personagem.

Algum tempo depois, eles voltam a se encontrar quando Cage
está trabalhando como segurança de Matt Murdock (sim, o Demolidor). Nesse meio
tempo, Jessica descobre que está grávida e após o nascimento de Danielle os
dois se casam.

Após superarem seus medos e mágoas, os personagens conseguem
achar um ponto de equilíbrio, tornando-se um dois casais mais estáveis e
queridos do universo das HQs. 


Diversas equipes e
Guerra Civil

Luke Cage participou de inúmeras equipes ao longo dos anos
como, por exemplo, Defensores, Thunderbolts, Defensores Secretos, etc. Podendo
assim, ser considerado um nômade diante de tantas
participações.

Outro fator curioso, é que Luke Cage já chegou a lidera
equipe dos Vingadores após a morte de Steve Rogers em Guerra Civil. É nesse
momento, preocupado com a segurança de sua filha, que Luke e Jessica se unem para protege-lá (New Avengers #22),
inclusive, a heroína passa a utilizar o codinome Power Woman em homenagem ao
seu marido.
Isso abre, também, uma nova possibilidade de junção entre o MCU e as séries. Quem sabe não vemos os Defensores em “Vingadores: Guerra Infinita”.

            
Agora vocês estão mais do que preparados para assistir a série. Boa maratona!