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Chemical Hearts (A Química que Há Entre Nós) | Crítica

31 agosto 2020 0 Comentários

Chemical Hearts

Chemical Hearts (A Química que Há Entre Nós) é protagonizado por Lili Reinhart (Riverdale, Hustlers) e Austin Abrams (Paper Towns, This is Us), e foi lançado no Brasil recentemente pela Prime Video. No longa-metragem, acompanhamos a história de Henry, um jovem escritor no último ano do ensino médio que anseia por sentimentos maiores do que a ordinariedade da vida. Sua espera chega ao fim com a chegada de Grace, uma aluna transferida que desperta sua curiosidade.

O envolvimento dos dois se dá de forma inevitável, a aura de solidão e tristeza de Grace agindo como ímã para a sensibilidade e curiosidade de Henry. Fugindo do padrão atualmente em alta, Chemical Hearts é uma narrativa sem muito humor e leveza, focando em explorar as dores e mazelas da adolescência, além da complexidade do luto.

Chemical Hearts

Apesar de ser um filme bem feito e ter um ritmo linear, a história peca em acompanhar apenas seus protagonistas, dando pouca oportunidade ao espectador de observar uma vivência mais ampla. Boa parte das informações sobre a química do corpo humano que proporciona emoções e dá sentido ao nome do filme, por exemplo, é fornecida pela irmã mais velha de Henry, que está passando pelo término de um relacionamento, mas sua situação é majoritariamente ignorada em favor dos sentimentos de Henry. Também temos a história da mãe de Grace, que tem problemas de vício, mas esse fator também é deixado de lado, mesmo que seja um fator importante para explicar como Grace tem vivido.

Chemical Hearts não é um filme ruim, mas é um filme que poderia ter sido muito mais, desde uma oportunidade de representatividade para jovens com deficiência até um filme sobre a complexidade do amadurecimento diante de situações que não são generalizadamente comuns para adolescentes, como o luto prematuro, as expectativas parentais e a necessidade de amadurecimento precoce.

Deixando de lado o que o filme não é, ainda acredito que seja uma narrativa que vale a pena assistir. Lili Reinhart e Austin Abrams carregam o filme na construção do relacionamento entre seus personagens, e tendo em vista que as interações entre eles são basicamente tudo o que temos, se fossem ruins, o filme seria um desperdício. Não é. Os diálogos entre Henry e Grace são uma mistura interessante de insegurança adolescente e pensamento crítico. Os dois conversam sobre ideias e sentimentos, tanto entre eles quanto em relação a outras pessoas.

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O veredito final é sempre individual do espectador. Pessoalmente, eu não me ressinto de ter visto Chemical Hearts (A Química que há Entre Nós), e se talvez fosse mostrado mais, eu assistiria também. Então no final das contas, provavelmente esse é o defeito: o que o filme não mostrou.

Inclusive, se alguém souber me dizer se o livro tem essas informações das quais senti falta no filme, me avise, por favor!

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