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Crítica | As Panteras (sem spoilers)

15 novembro 2019 0 Comentários

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Bom dia, tripulação! As Panteras estão de volta aos cinemas em um longa recheado de girl power. Com um trio de protagonistas cativantes, o reboot que antes era desnecessário surpreende ao mostrar uma narrativa que soube se reinventar. Conversando com a realidade atual – onde o papel da mulher na sociedade é discutido – toda a sororidade trazida pelo projeto se traduz de forma pontual. O trio de espiãs que fizeram sua primeira aparição a cerca de quarenta e três anos atrás na TV e que marcaram a cultural pop voltam com novas sucessoras que fazem jus à sua história. Dito isso confira nossa crítica sem spoilers!

Belas, carismáticas, inteligentes e boas de briga, As Panteras sempre aguçaram a curiosidade do espectador e no novo filme dirigido por Elizabeth Banks – que também faz parte do elenco – não é diferente. Nesta nova jornada conhecemos Elena Houghlin (Naomi Scott), cientista que desenvolve uma nova forma de energia. Ainda em fase de testes, o protótipo dessa tecnologia é roubado, podendo se transformar em uma poderosa arma caso caia na mão de pessoas nada bem intencionadas. Diante de tamanho problema, a vida de Elena se une a de Sabina Wilson (Kristen Stewart) e Jane Kano (Ella Balinska) e  juntas tentam impedir uma catástrofe mundial.

Com disse anteriormente, o filme consegue demonstrar seu objetivo de forma simples e leve. Estamos sim diante de um filme de ação, mas que preza em exaltar o poder da mulher, sua complexidade e porque não sua sutileza? O fato de termos uma diretora – que atua ainda como roteirista – faz toda a diferença, assim como, termos o envolvimento de mulheres em outras quesitos importantes da produção como, por exemplo, a trilha sonora, que é basicamente compostas por cantoras, mostra o comprometimento do longa. O fato de termos um olhar feminino presente e atuante em As Panteras faz com que o filme encontre o seu equilíbrio ao trazer humor, ação e personagens reais nas quais o público pode se identificar.

As Panteras

divulgação/créditos: Sony Pictures Entertainment

Por mais que estejamos diante de um roteiro que contenha falhas, especialmente no desenvolvimento de personagens, o mesmo ganha em outros quesitos ao expandir a trama ao nível internacional, ao nos levar em uma pequena viagem ao redor do mundo,  e explorar a secreta organização comandada por Charlie Townsend. Ganhando em alguns pontos e perdendo em outros o trio de protagonistas consegue sustentar a narrativa e entreter.

É através delas que o filme ganha sua força, apesar de seus defeitos e clichês. A sintonia entre as atrizes é visível, como também, o nítido divertimento ao interpretarem tais personagens. A produção também conta com time masculino que dá gosto como Patrick Stewart, Sam Claflin e Noah Centineo, contudo esses ficam muito a sombra das nossas Angels e novamente nos deparamos com a falta de desenvolvimento de arcos narrativos.

Kristen Stewart é um caso à parte. Quem me conhece sabe que não sou a maior fã da atriz, mas confesso que sua atuação me surpreendeu. Nunca imaginei que a atriz poderia ser o alívio cômico do filme, e como estava enganada. Sua Sabina é expressiva, dinâmica e engraçada, sendo impossível não se apaixonar pela personagem. Naomi Scott, que na minha visão tem tudo para ser uma das novas queridinhas de Hollywood, também demonstra sua excelência ao fazer uma cientista ansiosa, meio atrapalhada, mas que está pronta para a briga. Por último, mas não menos importante, Ella Balinska, faz uma Jane mais dura, recheadas de nuances dramáticas, diante de um passado misterioso não tão bem explorado.

É diante de seus erros e acertos que As Panteras pode conquistar o público. Não querendo trazer espiãs perfeitas, mas que encantam e que criam conexão com o público, o filme consegue reinventar sua história e cumprir o seu objetivo: homenagear, nós, mulheres e divertir aqueles que o assistem.