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Dançarina Imperfeita (Netflix) | Crítica

8 agosto 2020 0 Comentários

Dançarina Imperfeita (Netflix)| Crítica

A Netflix lançou recentemente em sua plataforma mais um clichê teen para aquecer nossos corações e Dançarina Imperfeita tem tudo para ser um dos queridinhos do público, podendo entrar num seleto grupo de produções como Dirty Dance, Se Ela Dança Eu Danço e A Escolha Perfeita.  No entanto, diante deste considerável hype será que a plataforma de streaming realmente acertou em colocar tal filme em seu catálogo?

Logo no início de Dançarina Imperfeita somos apresentados a protagonista Quinn Ackerman (Sabrina Carpenter), uma típica nerd extremamente focada para entrar na universidade, tendo diversas atividades extracurriculares em sua rotina, entre elas, ser responsável pela iluminação técnica da equipe de dança de sua escola, os ThunderbirdsQuinn almeja com todas as forças entrar na Universidade Duke, faculdade que seu falecido pai cursou, tanto que ela mantém um currículo impecável somente para essa instituição. Entretanto, quando é entrevistada pela instituição, nossa Quinn acabada recebendo um tapa na cara: Ela não é diferente dos outros candidatos.

Tendo uma margem de 6% de aprovação, a universidade é seleta em relação aos seus candidatos e nossa protagonista é só mais uma na pilha de papéis. Entretanto, uma pequena mentira faz decolar suas chances de ingressar na instituição: estar participando do Thunderbirds, o grupo de dança que é campeão de dança, na competição regional, por três anos consecutivos. O que acaba sendo uma meia verdade, afinal, ela era a “iluminista”, como a própria dizia, do grupo. Contudo, diante de acidente o líder do bando, Julliard (Keiynan Lonsdale) acaba expulsando Quinn da função. Com seu futuro em jogo e tendo que por sua mentira em prática é que a trama de Dançarina Imperfeita se inicia.

Dançarina Imperfeita (Netflix)| Crítica

Para tira-lá dessa enrascada, Quinn pede que sua melhor amiga, Jasmine (a hilária Lisa Koshy) a treine para que consiga ser oficialmente dançarina dos Thunderbirds, tendo ambas apenas duas semanas para fazer com que Quinn saia do nível 0 para o profissional, já que Julliard não simpatiza com a protagonista, o que torna a seleção mais rigorosa. Em falar no Julliard, ele é o próprio clássico “patricinha da escola” que não deixa ninguém ofuscar seu brilho e talento, se tornando obcecado pelos olheiros da faculdade que estarão presentes na competição, fazendo a coreografia toda girar em torno de si. Como é de se esperar Quinn faz uma apresentação horrível, sendo este ainda um elogio, mas foi a partir desse não que ela cria coragem e forma seu próprio grupo de dança, raptando Jasmine para a torná-la capitã. 

Agora restava ela ir atrás do restante da trupe. Até aí, eu já estava achando o filme excelente, estava com um bom desenvolvimento para um clássico clichê, mas no momento que a Quinn consegue um acordo com o melhor coreógrafo da região, o filme começou a perder o rumo. Não foi somente por esta mostrar suas tendencias egoístas, mas também porque porque ela “conseguiu” o Jack (Jordan Fisher), até porque ele só topou participar se o grupo conseguisse passar das eliminatórias, para ele não perder tempo com um grupo de dança ruim, e sim, pela falta de embasamento da dança dos personagens. Por fala em coreografia, Dançarina Perfeita possui realmente rotinas muito bem coreografadas, mas a primeira dança é a mais impactante. Com efeitos bem legais, que destaca ainda mais a coreografia e, consequentemente, dando um destaque enorme para os personagens, sendo a mais impactante do filme. Para vocês terem uma ideia, nem no final do filme, onde acontece a “dança mais importante”, consegue superar a maestria da primeira sequência, sendo o efeito – que poderia ter sido utilizado em outras sequências – o toque perfeito.

Dançarina Imperfeita (Netflix)| Crítica

Outra cena que achei cômica, foi a roupa da trupe nas eliminatórias, estavam parecendo uns enfermeiros, tanto que os Thunderbirds debocharam do vestuário deles. Bem, os TBD, o nome do grupo de dança da Quinn, não foram bem, alerta de vergonha alheia, eles só passaram por conta que um grupo foi desqualificado por “erro técnico”, só assistindo para saber e sentir a vergonha, eu tive que parar e refletir um pouco antes de prosseguir com o filme. Depois de estarem oficialmente no campeonato, firmaram o acordo com o Jack que os treinava clandestinamente no estúdio onde ele trabalhava. Desse momento em diante no longa, ele estava fardado a “receita de bolo de clichê”, fazendo situações ocorrerem de uma forma tosca, só para causar mais drama. 

Os personagens têm muita química entre si e não estou falando apenas do casal principal, Jack e Quinn, e sim do elenco todo que possui uma grande sintonia, fazendo você se importar com cada um deles. Acredito que esse é o grande destaque do filme, um elenco carismático, seu bom entrosamento e até mesmo a inimizade com o Julliard. Entretanto, achei o final  de Dançarina Imperfeita veio com muitas falhas. Além do fato da narrativa ter deixado de lado seus personagens secundários, a competição final vem carregada de erros de continuidade e começa a se contradizer com o próprio roteiro e o que tinha sido contado para nós, o que realmente me deixou um pouco chateada com certos furos.

Dançarina Imperfeita não é um filme ruim, eu super assistiria ele novamente com meus amigos por ter várias cenas engraçadas e vergonhosas, mas acredito que esse final deixou a desejar. Fora também a mensagem que o filme quis passar, que era de ser você mesmo, seguir seu próprio caminho, que no final não foi tão válido, já que Quinn burlou regras e leis para conseguir seu objetivo.          

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