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Don’t Starve | Um jogo pra lá de sinistro

19 maio 2020 6 Comentários

Don’t Starve

Don’t Starve, com sua tradução literal para Não Morra de Fome, é um jogo cuja a principal característica é seu design único. Muitas pessoas falam que foi feito por Tim Burton, por ser um tanto quanto macabro, mas não se engane, não é um jogo de terror, muito pelo ao contrário, é um game em que nós damos boas risadas e passamos por um estresse saudável. Desenvolvido pela empresa Klei, Don’t Starve  possui um irmão, o Don’t Starve Together, entretanto, é mais conveniente falarmos mais do DS primeiro. O primeiro personagem que nos é introduzido, é o Wilson. Ele é a definição de normal, não possui nada de excepcional, a não ser pela magnífica barba. Wilson é um cientista, com problemas familiares, que foi raptado por Maxwell -O vilão do jogo- e deixado em um mundo totalmente desconhecido com uma única dica:

É melhor encontrar algo para comer antes que anoiteça. 

O principal objetivo  do jogo é manter o personagem vivo, havendo três tópicos em que se deve ter atenção: vida, fome e saúde mental. O único que não é mortal, é o saúde, porém, quando se está num nível muito baixo, monstros em formato de pesadelos começam a gerar. Eu acho muito interessante essa pegada que o jogo agrega, com a sanidade, deixando-o mais realista, afinal, o que faríamos para ficar sã? Para jogadores mais experientes, é interessante ficar insano, para pegar nightmare fuel  ou combustível de pesadelo, como preferir chamar, e fazer receitas mágicas, mas para jogadores iniciantes é perigoso, por não saber como recuperar a sanidade. 

Eu comparo esse jogo com o Minecraft, só que de uma forma mais bonita. Há monstros, você precisa minerar e você pode adquirir um cãozinho, que no caso do Don’t Starve é o Chester, um cão-baú que segue você caso esteja portando seu osso. Para adquirir um Chester, é preciso de sorte, ele surge aleatoriamente no mapa, na verdade, o que surge é o osso-olho e ao pegá-lo, Chester surge ao seu lado.  Há outros bichos de estimação, como Glommer, um bichinho muito simpático que faz um barulho horrendo. Dá vontade de matar ele, mas se você tem amor a vida, não faça isso.   

Don’t Starve

O game também possui sua parte sombria, como por exemplo, a noite simplesmente te matar. Nós chamamos a “presença do mau” de Charlie, ela era uma assistente de palco do Maxwell, que era um mágico na época. Conforme as apresentações foram indo, a loucura de Maxwell foi aumentando cada vez mais, a ponto de balbuciar palavras alheias e rabiscar desenhos e numa apresentação, eles foram pegos pelo livro maligno, transformando a Charlie no monstro da noite e colocando o Maxwell em um trono de pesadelo. Na verdade existem dois Maxwell, a versão NPC e a versão jogável, que só é possível desbloquear através da ardilosa tarefa do modo aventura. 

Nesse modo aventura, temos a missão de desafiar a inteligência do antagonista, em uma série de cinco fases. Cada uma mais traiçoeira que outra e conforme você vai avançando, a ira de Maxwell fica mais visível. O modo aventura é ótimo para você desbloquear um personagem, o Wes. Ele é considerado o pior personagem do jogo, mas para aqueles que gostam de se torturar, é bom jogar com ele. Wes possui muitas limitações, por ter sanidade baixa, fome baixa e vida baixa também ou seja, tudo nele é no limite, além dele não falar absolutamente nada, que é uma ferramenta crucial, principalmente com os hounds -ou os cães dos infernos, como preferir chamar-, já que o personagem avisa a chegada deles. Além de que, desbloquear o Wes não é uma tarefa fácil, acredito que pode custar tanto quanto o modo aventura inteiro. Não cabe a mim contar o final do modo história, afinal, seria um spoiler, mas recomendo muito a experiência de tortura.  

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Existem ao todo, 15 personagens no game, entre as DLC e o outro jogo Don’t Starve Together. Cada um, com exceção do Wilson, possui uma habilidade única e suas desvantagens e cabe ao jogador descobrir com qual ele se encaixa mais. Eu particularmente gosto muito da Willow, por ser uma piromaníaca era só atear fogo por ai para poder sobreviver ao rigoroso inverno, entretanto, era extremamente perigoso deixa-lá insana. Mas a minha personagem favorita de se jogar -para sobreviver o máximo de dias-, é a Wigfrid, uma valquíria que só come carne e receitas com base de carne. No início, é uma enorme problema, mas com experiência, você consegue contornar bem a situação, mas cuidado com o Krampus, um monstro neutro que aparece quando o nível de maldade do jogador está muito alta, que por exemplo, matar o Glommer é considerado o nível máximo de maldade.

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