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Filmes que te farão amar o cinema nacional

18 junho 2020 1 Comentários

cinema nacional

Quando pensamos em cinema, o que vem há sua cabeça? Talvez um filme de herói, uma super produção de ação com muitas explosões em volta ou até mesmo um ambiente futurista. Mas o que muitos acabam deixando muito de lado, é o nosso cinema de origem, o maravilhoso Cinema Nacional.

Com uma longa história de filmes que existem em nosso catálogo, nosso cinema é um dos mais ricos do mundo e que pode ser chocante para alguns – e é algo que acho incrível – é o quão valorizado ele é lá fora e não dentro de seu lugar de origem. E acho que isso está na hora de mudar. Vem conferir aqui embaixo 8 filmes, que com toda certeza, irão mudar sua cabeça sobre o cinema nacional e te fazer sentir orgulho do nosso País.

Bicho de Sete Cabeças (2001)

Bicho de Sete Cabeças

Bicho de Sete Cabeças é um filme de drama brasileiro de 2001 dirigido por Laís Bodanzky e roteiro de Luiz Bolognesi baseado no livro autobiográfico de Austregésilo Carrano Bueno, Canto dos Malditos. Acompanhamos a história de Neto (Rodrigo Santoro), um jovem que é internado em um hospital psiquiátrico após seu pai encontrar um cigarro de maconha em seu casaco. Lá, Neto é submetido a situações abusivas e acaba encarando um mundo totalmente diferente do seu, saindo de sua área de conforto para algo totalmente assustador. O longa não só aborda as questões de abusos feitos pelos hospitais psiquiátricos, como também aborda a questão das drogas e a relação entre pai e filho e as consequências geradas na estrutura da família. O longa com Rodrigo Santoro foi muito aclamado, sendo o filme mais premiado do Festival de Brasília e do Festival do Recife. E também abriu muitas portas para uma nova maneira de pensar sobre as instituições psiquiátricas no Brasil.

Central do Brasil (1998)

Central do brasil

Não poderíamos de esquecer do aclamado Central do Brasil, com uma das grandes artistas nacionais, Fernanda Montenegro, dirigido por Walter Salles. Uma história que nos faz não só refletir sobre muitas questões da vida, como também usar toda a caixa de lenços que estiver do lado. Na trama, a personagem Dora (Fernanda Montenegro) trabalha escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Ainda que a escrivã não envie todas as cartas que escreve – as cartas que considera inúteis ou fantasiosas demais -, ela decide ajudar um menino (Vinícius de Oliveira), após sua mãe ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste. Central do Brasil foi vencedor do Urso de Ouro em Berlim e teve duas indicações ao Oscar (Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz), sendo um dos longas nacionais mais respeitados do mundo.

Madame Satã (2002)

Madame Satã (2002)

Se vocês querem assistir uma boa biografia, podemos concordar que Madame Satã é uma ótima escolha. O longa brasileiro/francês dirigido por Karim Aïnouz, entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. O longa retrata a vida – referência na cultura marginal urbana do século XX – do célebre transformista João Francisco dos Santos – artista, presidiário, pai adotivo de sete filhos, negro, pobre, homossexual – conhecido como “Madame Satã” e frequentador do bairro boêmio da Lapa, no Rio de Janeiro. Mostra seu círculo de amigos, antes de se transformar nesta lenda que fez parte da cultura boêmia carioca. O elenco que conta com Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo e Emiliano Queiroz, teve uma oportunidade gigante de se libertar nas atuações, mostrando isso da forma mais delicada e respeitosa possível, nos apresentando um grande ícone que foi Madame Satã.

Amarelo Manga (2003)

Amarelo Manga (2003)

O drama dirigido por Cláudio Assis, foi não só um dos mais reconhecidos, como também um dos mais baratos já produzidos. ganhou o prêmio do Ministério da Cultura do Brasil para filmes de baixo orçamento, custando apenas 500 mil reais. Já em 2015, entrou para a lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. No filmes, acompanhamos Lígia, uma mulher desencantada que trabalha num bar, no subúrbio de Recife e, quando o dia termina, só lhe resta voltar ao seu quarto, em um anexo do bar. Ao mesmo tempo, Kika, que é muito religiosa, está frequentando um culto enquanto seu marido Wellington, que é um açougueiro, elogia as virtudes da sua mulher enquanto mantém uma amante. Por outro lado, um hóspede do Hotel Texas, Isaac, sente um grande prazer em atirar em cadáveres, que lhe são fornecidos por Rabecão, um funcionário do IML. Isaac conhece Lígia no bar e se interessa por ela. De todos, essa é a produção menos conhecida pelo público e merece ter  seu trabalho divulgado, já que explora uma narrativa complexa e com uma ótima ambientação que nos faz lembrar até mesmo um pouco de Lisbela e o Prisioneiro.

Benzinho (2018)

Benzinho (2018)

Dirigido por Gustavo Pizzi, Benzinho conta a historia de Irene (Karina Teles), uma mãe de família que precisa lidar com a partida prematura de seu filho mais velho, Fernando (Konstatinos Sarris), que vai tentar a vida como jogador de handebol na Alemanha. A produção é altamente correlacionar, sendo difícil você não se identificar com essa família e suas questões. Com um elenco que te conquista a cada cena, Benzinho é um filme que fará você rir, chorar e até ter certa nostalgia ao fazer com que o espectador faca uma viagem por suas memórias.

Bacurau (2019)

Bacurau (2019)

Acho que é impossível deixar Bacurau de fora dessa lista. O filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles foi ovacionado no Festival de Cannes de 2019, como também, levou o prêmio do Júri no evento. Evocando nossa nossa cultura, a grande inspiração de Bacurau é o próprio Brasil e nossas regionalidades. Carregado de simbolismos, de um discurso poderoso, assim como, necessário, a produção é uma obra que deve ser assistida.

Que Horas Ela Volta (2015)

Que Horas Ela Volta (2015)

Outra produção que foi um verdadeiro fenômeno no cinema nacional, como também, conquistou importantes prêmios no Festival de Berlim e no Sundance. Protagonizado pela brilhante Regina Casé, o filme aborda as estruturas e mudanças sociais que ocorrem em nosso país através dos olhos da pernambucana Val que se mudou para São Paulo com o intuito de proporcionar melhores condições de vida para a filha, Jéssica. Anos depois, a garota lhe telefona, dizendo que quer ir para a cidade prestar vestibular. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, porém o seu comportamento complica as relações na casa.

Divino Amor (2019)

Divino Amor (2019)

Na trama, Joana (Dira Paes), uma escrivã de cartório, usa sua posição no trabalho para salvar casais que chegam para se divorciar. Ela faz de tudo para levar os clientes a participarem de uma terapia religiosa de reconciliação no grupo “Divino Amor”. Tudo é em nome de um projeto maior para a manutenção da família sagrada dentro da fé e da fidelidade conjugal. Divino Amor possui uma história utópica, onde é visível a influência da série Handmaid’s Tale em sua narrativa ao construir um Brasil futurista mas envolto em uma onda conservadorista, pondo em discussão temas como fé, repressão sexual feminina e  a liberdade sobre o próprio corpo.

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