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Frankie, uma poesia que “quase” deu certo | Crítica

20 fevereiro 2020 0 Comentários

Frankie Movie

É difícil falar dessa produção de uma forma simplista e genérica sem colocar aqui pensamentos e questões subjetivos e parcial. Frankie é um filme a ser interpretado por cada um a sua maneira, com bagagens e vivencias de vida próprias e pessoal, é um filme para ser descoberto.

O filme conta a história da atriz francesa Frankie (Isabelle Huppert) que, por conta de uma doença terminal que irá lhe matar em poucos meses, decide reunir toda sua família para um último encontro na cidade de Sintra (Portugal) e determinar, a sua própria maneira, como cada um deve ficar após sua partida. Contudo, por falta de tempo de vida, não percebe que cada indivíduo já está com seus planos traçados ou que não lhes convém os desejos que a matriarca criou para suas vidas.

A história se passa em apenas um dia, e tudo o que acontece tem um motivo para ser, mesmo que não faça o menor sentido ou que fique confuso. A narrativa começa introduzindo os personagens como se a gente já os conhecesse, sem apresentações nem nada do tipo, deixando a cargo de quem assiste ir decifrando o papel de cada um ali, mas, por conta disso, fica difícil se apegar a qualquer um deles que seja, inclusive com a própria Frankie.

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E aqui vai o lado subjetivo da coisa, para mim, o diretor Ira Sachs quis mostrar com sua câmera parada e centralizada que a vida e o mundo de um modo geral irão permanecer inertes enquanto as pessoas se movimentam, e a morte só te tira daquele cenário que continuará existindo sem você. Os personagens que ficam, seguirão seus rumos mesmo você tentando influenciar, pois não temos como prever as ações do próximo, por isso, no meu ponto de vista, os principais personagens são a vida e a morte e não Frankie e sua família.

Frankie

O “quase poético” fica por conta das atuações fracas dos atores e do roteiro que só funciona na base dos diálogos entre os personagens. E deixar que cada um interprete de forma pessoal a mensagem do filme, foi um risco que tornou para muitos um filme raso, cansativo e parado, sem apego emocional ou qualquer coisa do tipo. Até mesmo para quem gosta de filmes interpretativos, como eu, irá sair do cinema com uma sensação de que faltou muita coisa a ser contada e que o roteiro deixou muito a desejar, o que demonstra que Sachs não foi muito bem sucedido ao misturar uma direção americana com europeia.

Enfim, não é um filme que irá agradar a todos, principalmente para que quem gosta ou está acostumado com cinema americano que tem começo, meio e fim. Frankie estréia hoje (20 de fevereiro) nos cinemas.

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