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Invasão Zumbi 2: Península | Crítica

27 novembro 2020 0 Comentários

Invasão Zumbi 2: Península | Crítica

Em 2016, o cinema coreano ganhou destaque ao lançar o excelente Invasão Zumbi (2016). Dirigido por Yang Sang-ho, o filme que ganhou o apelo do público e crítica mudou o conceito que tínhamos sobre filmes de zumbi e elevou o gênero ao trazer um filme eletrizante, com inúmeras camadas e criticas sociais muito bem desenvolvidas. Diante disso, não é surpresa que quatro anos após o lançamento do primeiro longa, uma continuação fosse feita. Invasão Zumbi 2: Península, entrega a ação que esperávamos, mesmo se rendendo a toques um poucos mais hollywoodianos.

Nesta sequência, se passaram quatro anos desde o surto de zumbis que atingiu os passageiros de um trem-bala com destino a Busan, tendo a península coreana ficado devastada. Jung-seok (Gang Dong-Wook), um ex-soldado que conseguiu fugir do país e agora vive como refugiado na China, recebe uma generosa proposta de voltar ao seu país para recuperar um valioso carregamento, o que ele não esperava era encontrar sobreviventes e uma nova ordem social em uma terra completamente esquecida e perigosa.

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Na continuação, o diretor Yang Sang-ho nos trás a expansão desse universo dando a produção certa liberdade criativa. Apesar de não ser uma continuação direta a narrativa e personagens do primeiro longa estamos ainda diante das mesmas regras estabelecidas, mas agora sob uma nova perspectiva. Em Invasão Zumbi 2: Península, o pano de fundo ainda é recheado de críticas sociais como a questões relacionadas a escassez de recursos, racismo, refugiados e pobreza. Ou seja, as relações interpessoais como o movimenta que alimenta a trama, contudo o que era tão bem desenvolvido no primeiro filme fica em segundo plano neste.

O mesmo pode se dizer do elenco do filme. Extremamente carismático, Gang Dong-Wook cumpre o seu papel de herói de filme de ação, mas conhecendo o talento do ator confesso que foi desperdiçado. Com isso quem roubas as cenas é o elenco jovem formado que Lee-Re e Lee Ye-won, que interpretam respectivamente as irmãs  Joon-i e Yu-jin. São elas o verdadeiro coração do enredo e que dão emoção a um roteiro apático e que não se preocupa em desenvolver seus personagens.

Dando mais atenção as cenas de ação do que ao desenvolvimento de suas camadas, Invasão Zumbi 2: Península perde um pouco do seu brilho ao se render a uma narrativa mais genérica com toques hollywoodianos. Sim, podemos dizer que a produção é um belo filme de ação recheado de sequências eletrizantes e isso não é um demérito. A produção diverte e faz com que o espectador se sinta envolvido pelos acontecimentos e por esse novo mundo onde humanos aprenderam a conviver com essa ameaça de uma forma um tanto quanto perturbadora. A questão é não existe um equilíbrio no filme e uma narrativa tão interessante acaba se perdendo a inúmeras explosões e perseguições de carro (no melhor estilo Velozes & Furiosos).

Talvez esse tenha sido o ponto que mais me decepcionou. Por se render ao mais do mesmo, Invasão Zumbi 2: Península, não teve para mim o mesmo impacto que seu antecessor. Sou grande fã do cinema coreano e posso até dizer que sempre estou incentivando amigos a sairem um pouco da sua zona de conforto e consumir produções de outros países, e talvez seja por isso que no final da projeção eu tenha ficado um pouco triste. Eu me diverti sim no filme, ele entretem demais, o problema foi ele não confiar no que o fez se diferenciar, fazendo com que essa rica história brilhasse menos.

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