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Livros de contos para ler aos poucos

16 novembro 2020 0 Comentários

livros de contos para ler aos poucosDesde que me tornei leitora assídua, lá pelos meus dez anos de idade, contos nunca foram o que me atraía nos livros. Até bem recentemente, eu não conseguia entender ao certo o que se via de tão atraente em narrativas curtas, que o próprio tamanho denunciava não terem espaço suficiente para contar muita coisa; Isso, claro, até o momento em que eu de fato parei para ler livros de contos. Aí, a história mudou de tal maneira que alguns dos meus livros favoritos da vida são compilados de narrativas breves – e, sim, incrivelmente impactantes. Pra quem estiver procurando por onde começar nessa jornada, fica aí minha lista de livros de contos para ler aos poucos – ou de uma vez, se você for esse tipo de pessoa.

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A Teta Racional, de Giovana Madalosso

A Teta Racional é o primeiro livro publicado de Giovana Madalosso e compila uma série de contos que giram em torno da experiência feminina na sociedade. Com narrativas breves e impactantes sobre situações diversas que vão da maternidade até roletas russas de IST, Madalosso ao mesmo tempo compele a leitura e envolve o leitor nas situações que propõe, compondo no processo um livro que, a despeito de estar numa lista de livros contos para ler aos poucos, faz a gente querer ler mais e mais.

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Intérprete de Males, de Jhumpa Lahiri

Jhumpa Lahiri é uma das narradoras contemporâneas mais envolventes que já li, e Intérprete de Males tem narrativas incríveis, principalmente no que mostra da experiência imigrante. Os livros de Lahiri geralmente narram situações vividas por famílias indianas após migrarem para os Estados Unidos, mas além disso, também mostra uma vulnerabilidade intrinsecamente humana que ao mesmo tempo traz peso e leveza para as histórias que conta.

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Amora, de Natalia Borges Polesso

Vencedora do prêmio Jabuti de literatura com esse livro de contos, Natalia Borges Polesso narra, em Amora, diversas experiências da vivência lésbica, em vários momentos e situações que vão da infância até a velhice, tudo com uma sensibilidade impressionante. Amora também faz um trabalho importantíssimo na humanização de seus personagens, porque ainda é muito comum para o leitor se esquivar de protagonismos que não sejam seu próprio reflexo, mas esse livro mostra que no fim das contas, todo afeto é afeto, e todo humano é humano.

 

E você, lê contos com frequência? Tem algum livro para indicar? Deixa nos comentários!

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