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Livros que marcaram minha vida

23 maio 2020 2 Comentários

livros que marcaram minha vida

Enquanto continuo minha busca incessável pelo retorno da ânsia de ler, achei que seria uma boa ideia falar um pouco mais sobre alguns livros que marcaram minha vida, porque acredito muito que revisitar essas histórias, mesmo que brevemente, pode ajudar a tocar de novo naquela parte de mim que é uma leitora voraz. Alguns desses títulos seguem sendo relidos de tempos em tempos, e outros eu tenho medo de reler e ver que não são mais tão especiais, mas todos foram extremamente relevantes para a pessoa que sou hoje.

De uma maneira ou outra, esses são livros que marcaram minha vida, e resolvi compartilhar um pouco mais sobre eles.

O Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey

cinco estrelas

Quando eu tinha dez anos, minha mãe era a curadora das minhas leituras, e eu era extremamente fresca. Queria livros que fossem interessantes, mas só se antes fossem bonitos. A capa de O Mistério do Cinco Estrelas não me impressionou, e o livro ficou largado no braço do sofá durante a semana inteira. Naquela época, minha mãe era associada de um sebo que também alugava livros, e costumava trocar toda semana, então na sexta-feira a tarde veio o ultimato: Tendo lido o livro ou não, ele ia voltar pro sebo. Apenas para apaziguar minha consciência, resolvi tentar ler o dito cujo. Fui pega pela narrativa de aventura e mistério, envolvendo adolescentes investigando um assassinato num hotel. Terminei no mesmo dia, e fui lendo outros do autor e da série vagalume. O Mistério do Cinco Estrelas foi, literalmente, o que me ensinou que não se julga um livro pela capa.

 

Série Desaparecidos, de Meg Cabot

quando cai o raio

Meg Cabot marcou minha vida de leitora, ponto. Mas, para representar a autora, escolhi a série Desaparecidos, que acompanha a trajetória de Jess Mastriani, uma adolescente que é atingida por um raio e, depois disso, começa a acordar sabendo onde pessoas desaparecidas estão. Talvez pareça não fazer muito sentido porque quando os livros chegaram no Brasil, eu já era adulta, mas meu relacionamento com essa série é muito mais longo. Durante toda a adolescência eu fui apaixonada pelos livros da autora. O Diário da Princesa, A Mediadora, A Garota Americana. Quando o orkut ainda existia, eu passava meu tempo limitado de internet navegando pelas comunidades sobre a autora e suas obras, e enquanto estudava inglês e treinava nos tópicos em que fãs engajadas digitavam os livros em inglês para outras fãs engajadas lerem, eu descobri que existia uma série da autora que não tinha sido traduzida ainda. Não tive dúvidas: Juntei toda a cara de pau que uma pré-adolescente pode ter e pedi os livros de presente para minha madrinha, que me mandou todos naquelas brochurinhas tipo “banca de jornal”, o famoso paperback. Só muitos anos depois, procurando edições melhores pra guardar, eu descobri que esses livros nunca foram republicados em capa dura, e que parece ter um vão gigantesco entre o quarto e o quinto livro porque, teoricamente, deveria ter mais livros ali. Desaparecidos foi uma série de Meg Cabot que não deu certo, talvez pelos mesmos motivos que justificam meu amor por ela: É a série que trata de temas mais pesados e delicados que já vi na obra da autora – saúde mental, violência sexual, assassinato, estresse pós-traumático -, e no final da série, os personagens já são jovens adultos. E sim, eu sei que as protagonistas de O Diário da Princesa e A Mediadora também tiveram livros sobre elas adultas, mas eles só foram lançados em 2015 e 2016, como revivals. Missing You (A falta que me faz, lançado no Brasil em 2018) foi parte sequencial da série, e seu desfecho. Na minha adolescência, foi raro ler séries que me levassem para além daquela fase da vida pela qual eu mesma estava passando, e isso foi um grande marco literário.

 

Along for the Ride (A Caminho do Verão), de Sarah Dessen

along for the ride

Comprei esse livro em uma edição de capa dura num sebo porque custava 12 reais. Essa é a história. Depois, ele ficou na minha estante durante anos, porque a capa era rosa e eu nunca estava no humor para uma leitura fofinha (ou que eu pensava que seria fofinha, por causa da capa rosa). Acabei lendo esse livro já adulta, e ele marcou o período em que passei a me sentir, de fato, saindo da adolescência. Como se fosse proposital pra me atingir, a própria narrativa tirava sarro de coisas rosas num determinado momento, e em seguida deixava claro que não tem nada de errado com rosa. Além disso, muito do que a protagonista passou estava tendo paralelos muito similares na minha própria vida, principalmente os momentos em que ambas percebemos que nossos pais não sabiam tudo e não necessariamente estavam sempre certos apenas por serem nossos pais, além da já comum dificuldade em lidar com outras pessoas. Esse livro clicou alguma coisa dentro de mim, e eu guardo isso com carinho até hoje. Desenvolvi a teoria de que todo mundo tem um livro especial da Sarah Dessen. Ela trata de vários temas e problemas em seus vários livros, então certamente algum deles vai ser exatamente o que você precisa em algum momento da sua vida. Along for the Ride foi esse livro para mim.

Existem vários outros livros que marcaram minha vida, mas resolvi começar por esses três porque existia uma conexão clara entre eles na minha cabeça: infância, adolescência e início da vida adulta. Provavelmente em algum momento no futuro eu vou escrever outra lista com mais alguns livros que marcaram minha vida, por motivos não relacionados às faixas etárias da minha vida, mas até lá, me digam:

Que livros marcaram a vida de vocês?

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2 Comentários

  • Adorei a sua listinha! Não conhecia nenhum dos livros, acredita? Alguns que me marcaram foram “O meu pé de Laranja Lima”, a saga Harry Potter e “O sol é para todos”. Amo!

    sorria sempre 🙂
    http://www.janelaliteraria.com.br

    • Nossa, ADORO esses livros!! Chorei os olhos pra fora com Meu Pé de Laranja Lima, não consegui reler ainda por isso, hahaha. O Sol é Para Todos deixa o coração quentinho, né? Também me marcou, mas de um jeito diferente ♡