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Magnatas do Crime – uma divertida e complexa rede de mentiras | Crítica

6 outubro 2020 0 Comentários

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Magnatas do Crime e um filme que reúne os melhores elementos das produções de Guy Ritchie, jogando o espectador em uma rede de mentiras bem concebida.

Composto por um grande elenco, Magnatas do Crime acompanha a história de Mickey Pearson (Matthew McCounaghey), traficante que quer se ausentar da vida do crime e vender seu império para um colega de profissão. Contudo, mediante a uma série de eventos, o acordo que era para ser tranquilo acaba encontrando percalços, introduzindo o espectador em uma narrativa cheia de reviravoltas.

Corrupção, traições, chantagens, oligarcas russo, máfia chinesa e muitos assassinatos são algumas das dificuldades que Mickey encontra para concluir a transação, conforme contado pelo detetive particular Fletcher (Hugh Grant), figura essencial para a trama já que ele é o responsável por narrar os eventos do longa.

Ao utilizar a figura desse detetive canastrão, que usa do que sabe para chantagear o braço direito do protagonista, Ray (Charlie Hunnam), o filme mostra que sabe atiçar a curiosidade do espectador ao contar sua história por meio de um roteiro criado pelo próprio Fletcher; trazendo dinamismo e uma certa desconfiança em relação aos eventos narrados.

Essa divertida metalinguagem, é muito bem explorada por Guy Ritchie, tanto em sua narrativa como por exemplificações mais visuais – por exemplo, quando Fletcher indica sua preferência para a formatação do filme, ocorrendo assim um ajuste instantâneo na tela – detalhes estes que só agregam ainda mais para a imersão do espectador.

Por falar em imersão, o roteiro de Magnatas do Crime à primeira vista pode soar confuso para alguns devido as inúmeras tramas, linhas temporais e alguns rewinds (a trama vai e volta algumas vezes), contudo Guy Ritchie consegue, no geral, amarrar os inúmeros arcos que essa história possui e criar conexões críveis entre os inúmeros personagens. Porém, nem tudo são flores e essa vastidão de elenco às vezes cria um exagero narrativo desnecessário, não dando devida atenção a arcos que possuem muito potencial.

Apesar de adorar o envolvimento de Coach (Colin Farrell) e Dry Eye (Henry Golding) que ambos trazerem elementos que essenciais para a trama, criando novos caminhos e desenvolvimentos para história. Devo confessar, que me senti um tanto quanto triste com a falta de atenção à Rosalind Pearson (Michelle Dockery), a astuta e intrigante esposa de Mickey, que acaba se tornando um objeto de cena. Desperdiçando assim, a meu ver, uma personagem que poderia contribuir muito mais para a narrativa do filme.

Apesar desses detalhes, Magnatas do Crime ainda assim é um filme que me agradou. Sua estética é  lindíssima, sua trilha sonora é eficiente ao demonstrar seu próprio protagonismo, e seu elenco é extremamente carismático conseguindo dar vida a esta história bem orquestrada. Não estamos diante de algo revolucionário, mas Guy Ritchie e seu estilo próprio para narrar histórias, entretém aqueles que a assistem.

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