Últimos Posts
literatura category image

Metrópolis | Resenha

27 outubro 2020 0 Comentários

 Metrópolis | Resenha

Ah, os clássicos da ficção científica, como não amá-los de todo o coração?! Pegue uma caneca de café, ou de sua bebida preferida, e me acompanhe nessa viagem de volta no tempo, ressuscitando uma das cidades futurísticas mais antigas, inspiradoras e primordiais que conhecemos: Metrópolis!

Sim, se você também é fã de sci-fi, você provavelmente conhece o filme de Fritz Lang, lançado em 1927. Acontece que poucos sabem que o roteiro dele é baseado no livro de sua esposa, Thea Von Harbou, que o escreveu em 1925 e que a editora Aleph homenageia com um lançamento inédito aqui no Brasil, em uma edição espetacular.

Para quem não conhece o contexto, Metrópolis possui uma divisão da população, entre os nobres que vivem no andar de cima, desfrutando de todo o bom da vida, enquanto os demais trabalham de maneira escrava no subterrâneo, alimentando as máquinas que sustentam a cidade avançada. Como sempre, a crítica da ficção científica gritando as falhas de nossa sociedade — independente do tempo.
Até que Freder, filho do Senhor de Metrópolis, se apaixona por Maria (que é a inspiração para o famoso robô da obra) e passa a conhecer as condições enfrentadas pelos trabalhadores e fazendo-o entrar em conflito com seu pai e então dar seguimento na mudança da história da cidade, sempre criticando que tudo o que a cidade é depende do significado que a vida humana lhe dá.

Se refletirmos um pouco, perceberemos o medo das pessoas do passado, em que as máquinas substituiriam as pessoas, tanto em importância, quanto em valor e até mesmo em utilidade. Bom, claramente também já percebemos que eles estavam certos em temer, afinal, já vivemos neste cenário.

Leia também:

A história escrita segue por uma linha poética, filosófica e com uma simbologia que muitas vezes pode parecer estar bem próxima da alienação e do misticismo, que às vezes faz com que o leitor se perca nos devaneios de alguns personagens e nas intenções de determinados diálogos — principalmente quem ainda não assistiu ao filme —, mas acredito que seja muito mais fácil compreender a ideia e as referências de Thea, hoje, do que na época em que o livro foi escrito.

E falando no filme, ele se torna muito mais compreensível “a todo mundo” do que o livro, mantendo-se fiel à toda ideologia da autora. De fato a obra é um presente da editora Aleph, para os amantes de sci-fi e para a perduração de algo tão importante para a história do mundo. Quem não é fã do gênero provavelmente não vai gostar do livro, então não comece a ler ficção científica por Metrópolis.

A arte da capa consegue resgatar todo o núcleo de 1925, com um traço bem atualizado pelas mãos de Pedro Inoue. Além disso, várias artes de Mateus Acioli recheiam o livro, exaltando ainda mais a edição que foi traduzida por Petê Rissatti e que realmente foi desenvolvida com muito carinho pela editora Aleph.

Eu trouxe aqui um pouquinho da importância que a obra teve em influenciar outras coisas que tanto amamos e mais algumas referências que talvez você não conheça…

STAR WARS

Mesmo se você não assistiu ao filme, olhe para a arte da capa do livro… Agora veja o C-3PO, que chegou 50 anos depois.

DE VOLTA PARA O FUTURO

Os Dr. Emmet e Rotwang têm a mesma caracterização de “cientista maluco”.

BATMAN

Misteriosa, opressora e imponente, não podemos comparar Metrópolis com um ambiente muito parecido com que encontramos em Gotham?

NA MÚSICA

Metrópolis está presente em “Radio Ga Ga”, da banda Queen.

Gostou do nosso conteúdo? Siga a gente no instagram.