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Diário de Bordo | Minha paixão por diários

17 abril 2020 0 Comentários

minha paixão por diarios

Há treze anos eu desenvolvi uma paixão que vou levar pelo restante da minha vida. Em 2007 eu comprei meu primeiro diário — na verdade foi o meu primeiro Moleskine, que eu usei como diário. Um presente de aniversário para mim mesmo.

Ao longo desses anos, foram mais de 20 cadernos preenchidos e muitas canetas zeradas, num hábito que eu não consigo mais viver sem. Tenho vários deles, para temas diferentes. Eu sei que é difícil de encontrar homens que usem diários e, por isso, encontrar diários masculinos para comprar, se torna algo ainda mais difícil, então eu comecei até mesmo a fazer os meus próprios!

O nome é “diário”, mas eu não os utilizo — necessariamente — todo dia. Nem sempre tenho algo para escrever, ou simplesmente não quero. No entanto, nesses tempos de quarentena, eu tenho utilizado bastante os meus diários, porque estou muito mais em contato comigo mesmo e aproveitando para arrumar algumas bagunças da vida, rever metas, planos e sonhos também.

Sim, eu escrevo sobre todas essas coisas. Essa é a minha terapia, porque escrever sobre minha vida me faz muito bem. Então resolvi trazer algumas dicas que talvez possam ser interessantes, para vocês também iniciarem nessa arte.

O QUE ESCREVER?

Acho que essa é a maior dificuldade para quem quer começar um diário… mas, na verdade, a resposta é bastante simples: tudo! Sim, escreva tudo no seu primeiro diário e com o tempo você vai aprender a identificar o que você mais gosta de registrar.

Por exemplo, eu não escrevo as minhas tarefas executadas durante o dia. Eu escrevo nos meus diários quando eu acho que meu dia foi relevante o suficiente para ser registrado e então descrevo como eu me senti diante de tudo, ou algo específico, que fiz — ou deixei de fazer —, as minhas reflexões e percepções… ou até mesmo vezes escrevo simplesmente a letra de alguma música que me fez lembrar de algo.

A questão é: não há regra sobre o que escrever. É uma questão muito pessoal.

POR QUE ESCREVER?

Como falei ali acima, eu escrevo porque me faz bem. Eu gosto de tirar as minhas reflexões de dentro de mim e colocar isso no papel. É um momento particular entre eu e eu. Um diário, pra mim, é como se fosse uma extensão de mim. Uma parte minha que só eu conheço.

Eu acredito que todos deveriam escrever sobre as próprias reflexões. Isso ajuda muito a conhecermos a nós mesmos. Escrever sobre algo sempre nos ajuda a avaliar melhor o que quer que esteja sendo registrado.

Eu também acho que em tempos tão tecnológicos, ainda existem valores que podem ser resgatados fora do mundo digital. Eu gosto muito de usar papel e caneta, de segurar um diário. Eu trabalho com TI, sou analista de sistemas e vejo muita gente perto de mim perdendo a habilidade de escrever, de tanto apenas digitar. Sem contar que além do estímulo motor, o estímulo mental de escrever, pra mim, sempre foi muito maior do que o de digitar.

COMO ESCREVER?

Esse ponto também é importante para não abandonar o diário, porque quando não sabemos como escrever, pode se tornar algo chato.
Eu gosto de escrever como se eu estivesse conversando com meu diário. Como se ele fosse um ser mesmo. E, sim, eu converso e respondo por ele também! Afinal, como eu já falei, é uma extensão de mim, numa versão 100% sincera, e não vejo nenhum problema em conversar comigo mesmo.

Para esse diário “da vida”, acredito que a melhor maneira seja imaginar conversando consigo mesmo ou com um amigo muito íntimo, mas cuidado para não escrever pensando um amigo real específico. Isso pode atrapalhar e limitar seus registros.

Ah, e as decorações são livres! O meu “diário de vida” não costuma ter muitas decorações pelas páginas. Mas diários de viagem, por exemplo, merecem muitas fotos coladas, tickets de museus, passagens, cartões postais, selos e outras coisas das aventuras vividas.

Novamente, é algo muito pessoal e vocês devem fazer com eles sejam parecidos com vocês! E as papelarias estão cheias de coisas que podem deixar os diários com “a cara” de cada um.

ONDE ESCREVER?

O local escolhido é muito importante para você conseguir escrever. Se você tentar escrever no sofá, enquanto a família assiste a um jogo de futebol, não vai funcionar bem. Tente escolher um local tranquilo, sem pessoas conhecidas ao redor.

Eu gosto muito de escrever em cafeterias. Pra mim, um dia de outono, numa cafeteria que dê para ver o movimento das ruas, com um cappuccino ou chocolate quente, é o ambiente perfeito para abrir os meus diários. Mas como não há um ambiente desses perto da minha casa, na maioria das vezes eu escrevo no meu quarto ou em algum lugar remoto da faculdade, enquanto espero alguma aula.

TIPOS DE DIÁRIO

Se você não gosta de escrever sobre você e sobre sua vida, não tem problema. Diários são mundos infinitos e você pode colocar qualquer coisa neles… Os livros que têm lido e o que achou deles, os filmes que assistiu, os seriados e um resumo de cada episódio e temporada… A data e horário que iniciou determinado game, e quando conseguiu zerar o título… Viagens também são ótimos temas para registrar em diários! É só pensar sobre o que você gosta e com certeza você encontrará algo que valha a pena escrever sobre.

Agora me contem, vocês usam diários? Caso positivo, eu quero saber o que vocês gostam de registrar neles.

E se quiserem conversar mais sobre diários e afins, me chamem lá no Instagram: @MiguelFelipi. Os que eu faço para vender ficam lá na @RotaDePapel.

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