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Nintendo Switch | Jogos para zerar enquanto espero 2020 acabar

15 julho 2020 0 Comentários

Nintendo SwitchTudo bem, comecemos com um disclaimer: eu não sou especialista em jogos de videogame, não sou uma máquina ambulante de referências nem muito menos tenho condições acadêmicas de julgar gráficos e jogabilidade. Eu sou um cara que joga videogames. Eu sou um cara que joga videogames há muitos anos e se diverte com isso. De modo que: não, essa não é a lista sobre os melhores jogos do melhor console de todos os tempos. É só um texto sobre bonequinhos de pixels e como eu os acho estupidamente divertidos. Com isso fora do caminho, eu acho o Nintendo Switch um ponto fora da curva no que se refere a consoles de videogame. Enquanto as outras companhias correm umas contra as outras para tentar mostrar sempre o gráfico mais apurado e a experiência mais realista, a Nintendo criou um videogame com personagens até hoje cartunescos e focado em fornecer uma experiência divertida e criativa. Ela faz o destino dela. E o próprio mercado e direcionamento também. É por isso que Mario vai continuar relevante para o resto dos seus dias. Pokémon, Zelda, Donkey Kong e toda a turma do Smash Bros. também.

Então essa é a minha lista dos melhores jogos para o Nintendo Switch que não inclui Zelda: Breath of the Wild, que é um jogo perfeito e nunca mais haverá nada igual, nem Mario Odyssey, que é o equilíbrio perfeito entre nostalgia e a coragem de novas mecânicas, nem os dois títulos mais recentes da franquia Pokémon, que são estranhos e polêmicos (eu acho que Pokémon Sword and Shield foi uma adorável experiência, porque eu pude pela primeira vez jogar Pokémon numa tela grande e com gráficos um pouco melhores do que dos pixels em preto e branco, mas também foi a primeira vez que nos negaram uma pokédex completa, bem como uma série de mecânicas já clássicas, mas, enfim, eu joguei inteiro e depois joguei a primeira DLC e vou jogar a segunda quando sair, porque a Pokémon Company a esse ponto já é a dona do meu corpo). Então, eu tentei pensar em jogos um pouco menos óbvios, considerando que estamos em 2020 e se você joga videogame e tem acesso à internet, é quase impossível que já não saiba que a trindade clássica da Nintendo é uma sugestão evidente.

Ni no Kuni: the Wrath of the White WitchNintendo Switch

Ni no Kuni não é um exclusivo do Nintendo Switch (foi lançado anteriormente para Playstation 3), nem é um jogo moderno, na verdade, mas ganhou uma versão remasterizada para a plataforma em 2019, com certas melhoras gráficas e mecânicas. Nesse RPG japonês da Level-5 (em parceria com o deslumbre visual do Studio Ghibli), conduzimos a jornada de três protagonistas, Oliver, Esther e Swaine, cada personagem com habilidades e narrativas próprias. Depois de perder a mãe, Oliver é visitado por uma fada que o conduz a um universo mágico, antes abundante, mas agora assolado pela sombra do terrível Shadar. Sua aventura consiste em aprender magia ao longo da jornada, curar os corações partidos (Shadar rouba pedaço dos corações das pessoas e cabe a você reformá-los) e se tornar um mago poderoso para derrotar o mal e trazer paz de novo ao mundo. A história não é tão ordinária quanto eu faço parecer aqui, mas as surpresas positivas fazem parte do pacote. Com um trabalho visual cativante (não esqueçam que os responsáveis por A viagem de Chihiro e Meu vizinho Totoro estão envolvidos no processo) e mecânicas de batalha um pouco complexas, mas também recompensadoras, Ni no Kuni: the Wrath of the White Witch é um deslumbre visual e narrativo e vai proporcionar muitas horas de aventura, seja avançando na história principal, se aventurando pelas inúmeras sidequests ou catalogando monstrinhos pelo vasto mapa.

Ori and the Blind ForestNintendo Switch

Outro não exclusivo, lançado inicialmente para Xbox One, Ori and the blind forest chegou ao  Nintendo Switch em 2019, um jogo de plataforma 2D de gráfico fofinho, mas, por vezes, extremamente desafiador e frustrante. Nele, você assume o controle de Ori, um espírito da floresta, e precisa resolver uma série de puzzles enquanto pula, escala, bate em monstrinhos e aprende, à medida que avança, um conjunto variado de habilidades que vai deixando o jogo progressivamente mais difícil e recompensador também. Quando Naru, uma figura materna para Ori fica de repente muito doente, você precisa partir e restaurar a luz da Árvore do Espírito, antes que toda a floresta a sua volta seja corrompida. Além disso, há uma coruja gigantesca à espreita e ela está com raiva. Entender os motivos por trás de tanta ira pode ser a chave para a melhor parte dessa história.

Animal Crossing: New HorizonsNintendo Switch

Animal Crossing é uma dentre as tantas longas e bem-sucedidas franquias da Nintendo, mas, diferente de Pokémon e os Mario da vida, Animal Crossing sempre foi voltada a um público bem específico. Embora estabelecido por uma base fiel de fãs, o jogo focado em farming e decoração nunca tinha sido tão popular quanto em 2020. No timing perfeito, Animal Crossing: New Horizons se tornou febre durante os meses atípicos de nossa atual quarentena, já que propunha uma espécie de estilo de vida sem sair de casa, no qual você precisa cuidar de uma ilha antes deserta para torná-la atraente para os novos moradores (pessoinhas em forma de animais). Falei um pouco sobre a experiência de Animal Crossing durante a quarentena num outro texto de algumas semanas atrás, que você pode conferir clicando aqui (mas só se lhe der vontade).

Fire emblem: Three HousesNintendo Switch

Assim como Pokémon, Fire Emblem sempre foi uma franquia voltada para os consoles portáteis da Nintendo. De modo que Fire Emblem: Three Houses, lançado em 2019, foi o primeiro jogo da série para ser jogado em um console de mesa, com gráficos um pouco mais chamativos e mais potentes. Nesse RPG de estratégia (um dos poucos do gênero no mercado, aliás), você manipula um tabuleiro com uma série variada de personagens numa batalha por turnos, seu objetivo é eliminar os soldados inimigos de forma inteligente, pois um erro de posicionamento pode ser fatal. A franquia em si sempre me chamou a atenção por ser uma proposta tão diferente em relação a um RPG convencional (aqui a história acontece, varia de acordo com suas decisões, mas não tem muito a ver com um jovem herói que sai em uma jornada, você praticamente não controla muito seus personagens quando fora de batalha), mas em Three Houses novas mecânicas e elementos se integraram a história, para tentar aproveitar ao máximo as características únicas de um console híbrido, como o Switch (agora dá para mover a câmera pelo mapa, alterar o zoom e o ângulo, ao invés do ponto fixo meio tabuleiro que era característico nos portáteis, por exemplo).

Na história, você se torna professor na prestigiosa Academia de Oficiais e precisa comandar os alunos das casas nobres (bem como plebeus talentosos) entre aulas e missões perigosas. A ordem no continente é mantida pela Igreja de Seiros e as casas nobres respeitam religiosamente suas leis, tomando como inimigos mortais todos aqueles que se insurjam contra ela, mas o que define de fato o mal? O certo é de fato aquilo que aceitamos como bom? Como um típico RPG japonês, Fire Emblem: Three Houses traz uma narrativa profunda e complexa, que versa sobre autoridade, liberdade e a corrupção das boas intenções. Não há respostas fáceis para as inúmeros perguntas ao longo do jogo e toda escolha importa.

A começar pela sua casa. Bem no início do jogo, você deve escolher uma das três casas nobres para comandar e sua escolha muda completamente os rumos da história, de modo que você consegue tranquilamente jogar a história pelo menos três vezes e viver todas as três rotas.

Bônus

Para que o texto não ficasse extremamente longo, eu tive que omitir algumas das minhas tantas experiências preferidas com o Nintendo Switch, mas, vale mencionar Dragon Quest XI, para quem achou que eu não mencionei RPGs o suficiente, Xenoblade Chronicles 2, para quem teve certeza que eu não mencionei RPGs o suficiente (o que eu posso fazer? Viver a vida de personagens animados ao invés da minha é uma obsessão), o recentemente lançado Story of Seasons: Friends of Mineral Town, para quem gostou de Animal Crossing e quer continuar cuidando de cidadezinhas e fazendas. E para não dizer que eu não falei do dono da marca, posso mencionar o irmão dele: Luigi’s Mansion 3 é inusitado e muito divertido e eu demorei tempo demais para dar uma chance a melhor metade da família Bros. Não cometam o mesmo erro.

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