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Uma escolha chamada ‘Life Is Strange’

15 julho 2017 0 Comentários

A cada mês, os assinante da PlayStation Plus — serviço que garante a conexão online com os demais jogadores de PlayStation — ganham alguns games de bônus. No mês passado, um dos títulos disponibilizados foi “Life Is Strange” e é sobre ele que eu vou falar, aqui no post de hoje.

Eu tenho mania de apenas adicionar os games à biblioteca pra ver depois, porque falta tempo pra jogar tanto como eu gostaria, mas com Life Is Strange foi diferente, meu amiguinho do trabalho começou a jogar e me convenceu a também fazê-lo. Ainda bem. Obrigado, Marcos!

O game é divido em 5 capítulos, porém cada um deles pode terminar de maneira diferente, de acordo com as escolhas do player.

Em todos os momentos da vida nós estamos fazendo escolhas. Nós podemos escolher ativar a função soneca do despertador e chegarmos atrasados no trabalho, podemos escolher estudar mais de um dia para uma prova e garantir uma boa nota. Algumas dessas escolhas são tão simples que muitas vezes nem percebemos suas consequências. Esse é o core de Life Is Strange: as consequências de nossas escolhas.

A diferença é que aqui no jogo, nós vemos as vertentes das nossas decisões. Que rumo as coisas tomariam, caso nós tivéssemos feito outras escolhas.



“Escolher é algo perigoso. Quando escolhemos, temos que abrir mão de todas as outras possibilidades.” — J.K. Rowling



Max, nossa protagonista, possui um poder: voltar no tempo! E em alguns momentos intensos, os players poderão decidir se seguirão com aquela escolha ou se voltarão um trecho do tempo para seguir um outro caminho um pouco diferente, porém sem saber exatamente como aquilo influenciará em uma maior fatia do tempo.

Dedicar um pouco mais de atenção a alguém pode evitar uma morte. Escolher, pensando um pouco mais em si mesmo e no próprio futuro, pode fazer sua vida ser bem diferente quando for mais velho. Decidir com quem se envolver hoje também tem uma grande influência sobre o que pode acontecer amanhã.

O game possui um alto tom de suspense e mistério, com direito a pessoas desaparecidas, suspeitas de assassinato e até mesmo corrupção, tudo isso cheio de adolescentes naquele ritmo colegial que nós estamos acostumados nos filmes e seriados. E a cada momento tudo sendo resolvido com base nas escolhas do player. Inclusive, os jogadores ficarão de coração partido, diante de algumas escolhas cruéis.

Não espere um game de ação. Life Is Strange requer paciência! Não adianta querer escolher tudo de qualquer maneira para terminar logo. O jogador será desafiado a deixar a ansiedade de lado, para que possa refletir e escolher tudo com muito cuidado, afinal, as escolhas influenciarão até mesmo no passado da história!

Algumas coisas são um tanto desnecessárias, como a caça às garrafas, que me fez perder um bom tempo de vida. As brincadeiras de vidência também gastam um tempo desnecessário, mas não há como evitar.

Life Is Strange pode parecer bobo em um certo momento, mas com certeza fará o jogador pensar sobre as escolhas diárias da vida. Sobre o que poderia ter acontecido se tivesse escolhido outro caminho em alguma vertente. O jogo também trará uma grande onda de bad, diante de certas consequências, mas vale muito a pena ser jogado.

Cada capítulo leva uma média de 2h15 para ser concluído, o que finaliza toda a trama em um pouco mais de 10h de jogo.

Personagens bem marcantes, com personalidades muito próximas à realidade, com certeza farão os gamers se identificarem em certos momentos. A trilha sonora também é daquelas que não dá para evitar de se apaixonar, inclusive eu tive que adicionar na minha playlist do Spotify no mesmo dia em que comecei a jogar.


Sobre os gráficos, não são bons, mas realmente não precisam ser. Não é esse o objetivo do jogo. A dedicação maior está em cima do algoritmo da árvore de decisões.

Para fechar, eu quero deixar uma frase, de um autor desconhecido, que tem tudo a ver com Life Is Strange:

“Muitas vezes gostaríamos de voltar o tempo, seja para mudar algumas coisas ou até mesmo para reviver outras. Mas a verdade é que se pudéssemos voltar ao passado, tenho a certeza de que jamais seguiríamos em frente.”

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Better Call Saul: Muito mais do que um spin-off

14 julho 2017 0 Comentários

Um
professor descobre que tem câncer e para não deixar sua família desamparada
quando 
partir, resolve cozinhar metanfetamina para depois vender e fazer
dinheiro.

Você
conhece a série que conta essa história, não? Breaking Bad foi um sucesso de
crítica e público, encantou a todos nós com sua história mirabolante, mas ao
mesmo tempo crível. De fotografias e com câmeras de ângulos surreais.

Bem,
não vamos falar de Breaking Bad. Não hoje. Quem sabe, no futuro.

Então,
nesse texto iremos abordar a série Better Call Saul, spin-off da famosa
Breaking Bad, que segue a história de Saul Goodman, antes dos acontecimentos
envolvendo ele,  
Mr. White e cia.



Better Call Saul aborda
o “spiralling down” de Saul Goodman, mostrando como ele fica cada vez mais
escroto e se consolida como o personagem que conhecemos e amamos. Dá para fazer
um paralelo entre essa evolução dele e a de Walter White, em Breaking Bad.

Vou
fazer um pequeno resumo da série, que também conta com Vince Gilligan (criador,
diretor, roteirista, produtor das duas séries) no comando criativo. O que já dá para esperar coisa boa, não é?

Saul
Goodman (Bob Odenkirk), antes dos eventos de Breaking Bad e de ser
advogado de Walter White e Jesse Pinkman, era conhecido como James ‘Jimmy’
McGill, conforme seus pais lhe deram esse nome ao nascer.





Vamos
chamar Saul de James, porque na série é assim que ele é conhecido.


Ele
é irmão de Chuck McGill (Michael McKean) um advogado sócio majoritário de uma
firma de advocacia muito bem-conceituada e tem nele a figura a ser seguida.

Enquanto James trabalhava na firma do irmão como o “homem das correspondências”, fez
uma faculdade à distância e se tornou um advogado também. Queria trabalhar
junto de Chuck, porém este não queria por conta do passado de Jimmy, com envolvimento em esquemas e falcatruas.

A
série começa se baseando no relacionamento dos irmãos e de outros 2 sócios da
firma, Kim Wexler e Howard Hamlin (sócio majoritário). Em como Jimmy quer se
mostrar o bom advogado que Chuck não aceita/acredita, mas que 
está lá para ajuda-lo com sua doença.



Aos
poucos, Better Call Saul vai adicionando elementos da “série mãe”, como um
simples easter egg, e até personagens como os excepcionais Mike Ehrmantraut (Jonathan
Banks) e Tuco Salamanca (Raymond Cruz).


Mike
toma parte do protagonismo em certos momentos. O Jonathan Banks volta a dar
vida a um dos personagens que ganharam a afeição dos fãs de Breaking Bad e aqui
não deixa a desejar.

Muito
bom ver a inserção dessas figuras, bate uma saudade de BB com Mr. White e
Jesse. Ai que você deve pensar que os produtores estão colocando esses personagens só para alavancar audiência, mas também é aí que está o erro. Não há um único personagem
que não adicione nada na trama. Tudo está interligado e, com o desenrolar, as coisas vão se ligando à “série mãe” de maneira homogênea.




Seguindo o mesmo modelo de Breaking Bad, com um baita roteiro, porém agora com mais pitadas de
humor, já que o personagem principal tem uma veia cômica forte. Também temos uma linda
fotografia e direção que, apesar do revesamento de diretores, mantém um nível de consistência muito
bom.

Se
você já assistiu Breaking Bad e gostou, tem o dever de ir conferir Better Call Saul,
que já tem três temporadas, todas disponíveis na Netflix e com uma quarta
temporada já garantida.


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Killjoys merece uma chance!

10 julho 2017 0 Comentários
O
mundo complexo, estimulante e cheio de cores e conflitos de Killjoys está de volta para uma terceira
temporada. Sem perder o fôlego nem nos dar muito tempo para processar as
surpreendentes voltas das últimas duas temporadas, o novo episódio da série já
corre para desenvolver recém-chegados e nos aproximar das consequências de um
mundo em guerra.

Apesar
de se sustentar numa audiência às vezes tímidas (mas pelo menos consistente) e
manter uma base de fãs nem sempre expressiva (mas pelo menos constante), Killjoys ainda carece de presença e
popularidade. Eu amo o desenvolvimento de trama que a série vem propondo nos
últimos dois anos, adoro a densidade e as camadas de seus personagens, me
encanto pela linha de dominós, o esquema de uma coisa leva a outra, que os
roteiristas desenvolvem um episódio após o outro. Com tanta qualidade visual e
de desenvolvimento, mesmo com um orçamento limitado para uma ficção científica,
Killjoys é a minha afeição número 1
das séries descompromissadas das curtas temporadas de meio de ano.

Na
trama, um futuro muito distante dá lugar as aventuras espaciais de um trio de
caçadores de recompensas, que cumprem mandatos para os benefícios da lei
(embora ajam frequentemente acima dela) e de uma poderosa corporação que
governa os interesses do Quadrante, um agrupamento de classes e planetas.

Esse
texto não é uma análise cínica e técnica, é amor sincero e todas as minhas
tentativas de convencer vocês a darem uma chance a um dos meus acertos
preferidos da inconstante e nem sempre confiável emissora Syfy. Cola em mim e
vem se apaixonar pela política corrupta e desigual do futuro das explorações e
colônias espaciais da humanidade. Bem-vindos ao mundo de Killjoys.

Desenvolvendo personagens, explicando suas
razões e nos fazendo torcer pelo carisma de cada um
: Killjoys abre
suas aventuras com um trio carismático de protagonistas, cuja dinâmica bizarra
de amor, ódio, mágoa, fraternidade, parceria e amizade consegue flertar e
percorrer facilmente entre traços de comédia e dramas mais profundos, sem nunca
perder a mão ou pesar demais para um dos lados. Killjoys é muito divertido quando decide ser leve. É muito
impactante também quando precisa nos apontar o ridículo do mundo lá fora. Dutch
(Hannah John-Kamen), Johnny (Aaron Ashmore) e D’avin (Luke Macfarlane) além de
funcionarem como um grupo, também se desenvolvem muito adequadamente como
personagens individuais. Dutch é a líder da equipe (e isso aparece de forma
natural na história, sem nenhuma tensão de gênero que questione sua posição ou
autoridade, o que por si só já se constitui como uma qualidade para o roteiro).

Dutch
está no comando. Os homens sabem disso e não parecem se preocupar. Também não
parecem menos masculinos por isso), seu passado violento e misterioso nos
intriga desde o primeiro episódio. Ela foi treinada para ser forte e
implacável, para ser uma assassina e uma lutadora sem precedentes, mas nem a
carnificina e a violência tiraram dela os últimos vestígios de compaixão e
ética. A fiel amizade dela por Johnny é um dos pontos de equilíbrio de sua
personalidade.

Johnny
acumula uma série de arquétipos típicos das óperas espaciais em um personagem
só. Ele é meio que o piloto, meio que o alívio cômico, meio que o gênio
excêntrico apaixonado por tecnologia, meio que o garoto meio ingênuo que
acredita nos estereótipos das histórias em quadrinhos, meio que o herói
atormentado por responsabilidade e honra, meio que um algo a mais, que fecha
todas essas suas características num personagem que nos parece original.

D’avin
é o irmão mais velho de Johnny. Garoto problema da família, que traz marcas e
traumas de sua vida como combatente de guerra. D’avin tenta assumir o arquétipo
do herói machão, bom de papo, bom de mira, o bonitão corajoso que poderia estar
no comando, mas não na nave de Dutch. Só tenta. Por habilidade do roteiro, a
gente nunca se engana e sabe que tem algo a mais, esperando a narrativa avançar
para sair dali.

Além
deles, uma série de coadjuvantes carismáticos vão sendo jogados pela história,
pouco a pouco se tornando relevantes para o andamento da trama. Alvis, monge da
religião dominante do Quadrante, Pree, o barman de um planeta meio sucateado,
habitado pelas classes mais baixas e mais pobres, Pawter, a filha renegada da
realeza, que procura redenção na medicina.

A trama quebra-cabeça não insiste em ser
boba nem didática
: uma coisa que tive
que aprender a amar no jeito de Killjoys
contar sua história é que tudo sempre parece muito confuso antes de se encaixar
no final. A série começa com uma proposta procedural, do tipo caso da semana,
mas nenhum episódio é gratuito. Todo caso da semana acrescenta alguma outra
coisa a história principal, mas, no início, é difícil para gente perceber que
os detalhes importam. De modo que a história às vezes fica muito confusa antes
de fazer algum sentido real. Acrescente a isso o fato de que o roteiro não se
interessa por didática e nunca nos explica ou revisa os fatos. Você tem que
prestar atenção. As coisas são retomadas de uma temporada para a outra, com
pouquíssima reintrodução, mas sempre fazem sentido. Como se todos os desfechos
fossem encaixados e planejados desde o início (provavelmente são). Em suma,
Killjoys segue a máxima das boas narrativas: não diga, mostre.

O futuro nunca foi tão vibrante: eu amo Star Trek.
Acho revigorante e sempre necessário pensar que o futuro da humanidade é todo
aquele otimismo, tão próspero, tão cientificamente possível, tão amplo em
possibilidades e aceitação. Mas nem tudo podem ser flores. Em Killjoys, não são. As lindas cores da
fotografia, do espaço, do céu, das estrelas, dos mundos e constelações formam
uma composição tão bonita na tela. Duplamente interessante quando se contrasta
com a realidade desigual daquele universo. A explorações dos pobres e
desprovidos em benefício das regalias de uns poucos, separados pelo sangue,
arbitrariamente escolhidos pela biologia e mais nada. Mesmo que não exponha tão
claramente, o sistema de classes do Quadrante, também é uma analogia de
racismo, não especificamente sobre cor, mas sobre um contexto igualmente
discriminatório.

Festa estranha com gente esquisita.
Uma mitologia rica e detalhada: não sabemos o que aconteceu com a Terra. Acho que nem os
personagens sabem. Ao que tudo indica, a humanidade foi embora a muito tempo.
Como espectadores, tudo que nós conhecemos é o Quadrante e a misteriosa vida
mais além. O que houve conosco? Com os terráqueos? Com os antepassados da raça
humana? Até agora não foi um tema. Nisso a série parece ganhar ainda mais
dimensão. O mundo do Quadrante tem suas próprias culturas, suas formas de
adoração, sua vida profissional, seu sistema de castas, suas corporações, sua
forma de segregar os planetas, de criar vida em determinados lugares e pobreza
e degradação em outros. Por ser tão detalhado (e muitas vezes tão distantes do
que conhecemos), o mundo de Killjoys
ainda está sendo pouco a pouco apresentado. Sabemos muito pouco, mas o roteiro
consegue administrar o fluxo de informação de um jeito satisfatório.  

Ser um Killjoy é empolgante: trabalhar para a lei, mas nem sempre lidar diretamente
com ela. Ter um código moral próprio. Viajar pelo espaço numa nave simpática e
cheia de opiniões. Formar uma família disfuncional, mas não menos afetivo ao
longo da jornada. As aventuras dos nossos protagonistas realmente nos divertem,
empolgam, têm carisma e nos desafiam a acompanhar a próxima volta. É como um Cowboy Bebop (para quem gosta de
referências japonesas), como um Doctor
Who
mais contido e mais focado na temática espacial, com a leveza de Firefly, a diversão de Star Trek e a política complexa de Battlestar Galactica.

Killjoys
está de volta para sua terceira temporada. As duas temporadas anteriores
tiveram 10 episódios cada e podem ser encontradas na Netflix.
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Resenha: Fangirl, Rainbow Rowell

8 julho 2017 1 Comentários

Rainbow Rowell é uma escritora maravilhosa! Desde que li Eleanor & Park no escuro — nunca tinha ouvido falar da escritora — me apaixonei! Quando li Ligações, achei que a história deixou um pouco a desejar, mas em todo caso a escrita da Rainbow continua sendo cativante, por mais que você não esteja gostando tanto da história ela vai conseguir te prender. Simplesmente não consigo abandonar um livro dessa mulher! E hoje eu vim falar de Fangirl, que na minha opinião é o livro mais fofo dela! Vem comigo e vamos conhecer um pouco dessa história!


Sinopse: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

Cath sempre esteve acostumada a ter sua irmã gêmea ao seu lado, mas agora que chegaram na faculdade, Wren quer explorar suas possibilidades e ter experiências que esse novo mundo pode dar. Já Cath que a princípio não gosta tanto assim desse mundo, não quer sair do quarto, exceto quando for extremamente necessário. Então nossa protagonista começa se sentir um pouco rejeitada por sua irmã e ainda mais solitária.  


De começo, eu achei a Cath bem chatinha, na verdade. Tem horas que ela me irrita tanto! Mas avançando o livro eu fui compreendendo um pouco mais a personagem e até achei nela um pouco de mim. E ao decorrer do livro ela amadurece e cresce tanto que no final eu já tinha um certo carinho por ela.

— Não preciso de gente nova.
— Isso mostra exatamente que você precisa de gente nova… — Wren segurou as mãos de Cath. — Cath, pensa só. Se ficarmos juntas, as pessoas vão nos tratar como se fôssemos uma só. Precisaremos de uns quatro anos até que alguém saiba diferenciar uma da outra.

Cath é absolutamente apaixonada por Simon Snow, uma série de livros e filmes que é basicamente igual a Harry Potter do nosso mundo. Encantada pela história, Cath escreve uma fanfic super famosa intitulada Carry On. Nela, Simon vive um romance com o vilão da história. É mais ou menos como se o Harry e Draco se apaixonassem – sabemos que há várias fanfics assim né. Ela conquistou vários fãs online com sua fanfic e se sente super confortável escrevendo ela. 


Sempre no final de cada capítulo do livro, há um pouco dessa fanfic escrita por Cath, que particularmente, eu achei a parte mais chata. Talvez Carry On – Ascensão e Queda de Simon Snow, que foi lançado ano passado, surpreenda e me faça ter um novo olhar para essa história/fanfic, mas aqui no Fangirl eu achei bem chatinha. Mas isso não atrapalha na história do livro, se não quiser ler a fanfic de Cath, é só pular que não altera em nada na história.

Por que eu escrevo? Cath tentou descolar uma resposta profunda – sabendo que não a diria em voz alta, ainda que a encontrasse. 
— Para explorar novos mundos – alguém disse
— Para explorar os antigos — outra pessoa acrescentou. A professora concordava.
Para poder ser outra pessoa, Cath pensou. 
— Então… – ronronou Piper. — Talvez para que as coisas façam sentido para nós?
— Para nos libertarmos – disse uma menina.
Pra nos libertarmos de nós mesmos. 

Logo no início somos apresentados a Reagan, a durona colega de quarto de Cath  e seu extremamente simpático namorado Levi. Aviso que você corre grande risco de se apaixonar por ele! Já ela, é caladona e mau humorada no início, mas depois se mostra uma ótima pessoa. Também me apaixonei por ela e já quero como miga! 


Levi se mostra curioso pelo jeito de Cath e fica sempre incentivando a mesma a sair de sua zona de conforto. Já Cath, se sente incomodada por Levi estar sempre em seu quarto e por ele ser tão “entrão” assim. Aos poucos a amizade deles vai evoluindo e um vai influenciando e incentivando o outro.

— Sempre me perco na biblioteca – disse ele -, não importa quantas vezes eu vá. Na verdade, acho que me perco lá mais quanto mais eu vou. Como se ela fosse me conhecendo e revelando mais passagens.
— Você passa muito tempo na biblioteca?
— Passo, sim.
— Como isso é possível, já que você vive no meu quarto?
— Onde você acha que eu durmo? – perguntou ele. Quando ela o fitou, ele estava rindo.

Não posso falar mais do que isto sobra a narrativa, por conta de spoilers, mas espero que tenha conseguido despertar a curiosidade de vocês.


Fangirl é um livro sobre amadurecimento do início da vida adulta, mas que abrange todas as idades! É um livro sobre relação familiar, sobre crescimento não só pessoal como profissional. É um livro que incentiva a sair zona de conforto para buscar os nossos sonhos. Enfim, é um livro com um romance fofo, mas que também traz assuntos importantes para o leitor como abuso de álcool, abandono familiar, dislexia, etc. Meu livro preferido da autora continua sendo Eleanor & Park, mas Fangirl me conquistou e ganhou uma posição na lista dos livros mais fofos da vida! 



Edição: 1
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 9788542803686
Acabamento: Brochura/Capa mole
Páginas: 424
Data de Publicação: 8/2014
Autor: Rainbow Rowell



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Crítica: Deuses Americanos – 1ª temporada (contém spoilers)

1 julho 2017 0 Comentários

Chegou
ao fim a primeira temporada de Deuses
Americanos
(American Gods), série
do canal Starz que adapta o best-seller homônimo, escrito por Neil
Gaiman e mega cultuado pelo mundo nerd.

Você
já deve ter lido aqui no blog um tempo atrás sobre nossas primeiras impressões,
agora vamos dar uma pincelada sobre o que rolou no restante desta primeira
temporada.

Para
quem não sabe sobre o que se trata, a série segue os Deuses antigos e novos (na
forma de humanos), numa briga por espaço, na qual os dois lados querem ser cultuados
pelos humanos e se estabelecerem como as divindades de um novo mundo.

Os
antigos estão perdendo, cada vez mais, para os novos. Odin (Wednesday),
Czernobog, as irmãs Zorya, parentes de Czernobog, as irmãs que representam a
Estrela da Manhã (Zorya Utrennyaya), a Estrela da Noite (Zorya Vechernyaya) e a
Estrela da Meia-Noite (Zorya Polunochnaya) são exemplos dos Antigos.

Tenho
99,99% de certeza que você cultua algum dos Novos, que seriam para citar
alguns, a Mídia e a Tecnologia. Eles são venerados pelos humanos quando
assistem TV, quando navegam na internet usando um celular. E através da globalização
estão ficando muito fortes com o passar do tempo.

Com
isso, o Wednesday (Ian McShane, que destrói no papel), sai em busca de outros
Deuses Antigos para formar um grupo com o intuito de entrar em guerra com os
Novos e reaver o protagonismo que tiveram por eras.

Wednesday (Odin)
Bem
o plot da primeira temporada é isso, mas vamos adentrar um pouco mais a fundo
da narrativa que tivemos nesses 8 episódios.

Shadow
Moon é um cara recém-saído do presídio que descobre que sua mulher, Laura Moon,
havia morrido na noite anterior. Quando chega para o enterro, é revelado a ele
que sua esposa estava o traindo com seu melhor amigo.

Nesse
meio tempo, conhece Wednesday, que oferece um emprego de motorista/faz tudo
para Shadow, e este sem ter mais nada no mundo aceita.

No
começo da série, Shadow não sabe quem seu empregador é na verdade e desconhece
esse lado divino que existe no mundo, só conhece as figuras míticas em forma de
lendas.



Em
uma das cenas mais legais da série, temos o Wednesday e Shadow bebendo em um
bar, quando o leprechaun (duende) Mad Sweeney (Pablo Schreiber), que já
conhecia o misterioso Wednesday, começa a importunar o recém-viúvo Moon,
mandando ele ficar de olho aberto com relação ao seu chefe, e depois começa a
provocar com o intuito de provocar uma briga. Shadow e Sweeney partem para a
briga, e ao final dela após ser derrotado, o leprechaun dá uma moeda de ouro
para seu rival. Afinal, duendes não andam sem ao menos uma moeda de ouro no
bolso, não é?

Em
busca dos Deuses Antigos, vão ao encontro de Czernobog (Peter Stormare – o
grande Abruzzi de Prison Break) e as irmãs Zorya. Ele, por sinal, está demais
no papel do Deus eslavo da escuridão, uma excepcional atuação.

Por
mais que os novos Deuses estejam ficando muito fortes, eles têm muito medo do
Wednesday, e durante a temporada, não batem de frente com ele, e sim tentam chamá-lo
para seu lado, em vão.

Czernobog
Não
posso deixar de falar sobre a atuação divina da Gillian Anderson, a eterna Dana
Scully de Arquivo X, que interpreta a Deusa da Mídia. Se não for a melhor coisa
da série, é uma das melhores. Ela encarna vários papéis, sendo que o que mais
me chamou a atenção foi o de David Bowie, que está muito bem representado.
Merece uma indicação para o Emmy. Está demais.

No
final da temporada, Wednesday se revela como Odin para Shadow e para nós
telespectadores, a não ser que vocês tenham pegado as referências que os
produtores saem dando durante os episódios*. Eu particularmente gostei da forma
de como foi feito, mostrou uma imponência do Deus Nórdico que ele é.


outras coisas legais na série que não vou citar, para deixar um gostinho a mais
para você que ainda vai assistir. Como a música de abertura. Muito boa.

A
adaptação não é tão fiel ao livro, mantendo a base, porém mudando o desenrolar
de alguns acontecimentos com intuito de não deixar tão parado como é na obra
original. Sinceramente, não funcionou muito, visto que a série não é corrida, às
vezes chegando a ser um pouco arrastada. Só que atuações, roteiro e muito da
fotografia (bela, por sinal) fazem você deixar isso em segundo plano.


Ficou
aquele gostinho amargo após assistir a primeira temporada, pois se esperava
embates épicos entre deuses, o que não ocorreu, mas é prometido e esperado para
a temporada que vem.

E
você, o que achou? Foi pego pela série ou não conseguiu nem passar do primeiro
episódio? A segunda temporada já está na minha watch list e espero ansiosamente pela sequência da história.

*
Alguns dias da semana, em inglês, fazem referência direta às divindades da
mitologia nórdica. De modo que Wednesday não é lá um título muito discreto para
o pai de todos, já que a origem da palavra faz mesmo a menção ao “dia de Odin”.
Thursday, a propósito, pode ser entendido como “o dia de Thor”. Friday é “o dia
de Frigga”, a esposa de Odin, madrasta de Thor, deusa da fertilidade e do amor. 



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Lançamento: The Prox Transmissions

21 junho 2017 0 Comentários

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