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Relacionamentos entre pais e filhos na literatura | Especial Dia dos Pais

3 agosto 2020 0 Comentários

pais e filhos

O dia dos pais está chegando e, no clima de listas sobre livros marcantes, resolvi falar para vocês dos relacionamentos mais legais que já li entre pais e filhos ou filhas.

Os relacionamentos entre pais e filhos na literatura são, com bastante frequência, um clichê de distanciamento ou simples ausência, mesmo que não se trate necessariamente de um pai ausente. Às vezes, trata-se simplesmente de um personagem ou relacionamento que o autor não se interessou em trabalhar. Na realidade, sabemos que sempre é uma situação complexa, seja para bem ou mal. E, pra dar um espacinho positivo pros pais que, protagonistas ou não, marcaram alguma leitura, segue uma breve lista de livros com momentos bonitos de ler:

Peekay e seu pai em The Female of the Species, escrito por Mindy McGinnis

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Um dos melhores aspectos de The Female of the Species (A (R)Evolução das Mulheres no Brasil) é o relacionamento de Peekay com seu pai, ainda que ele seja pouco explorado. Isso porque, apesar de ser apelidada por ser a “filha do pastor” (no português, Efepê), e da religião muitas vezes entrar em conflito com os hormônios adolescentes e a autodescoberta, em momento nenhum o fato de Peekay ter uma sexualidade, ser adolescente, ir a festas e agir como uma adolescente normal causa atrito em sua relação pessoal com pai. Um dos diálogos mais emocionantes do livro é justamente entre os dois, em que o pai de Peekay diz claramente e com todas as letras que, independente do que ela tenha feito ou de como tenha ido parar em qualquer situação perigosa ou desconfortável, se isso acontecer, ele quer que ela saiba que pode ligar para ele ou pedir sua ajuda a qualquer momento, porque sua segurança importa mais para ele do que seu comportamento.

Coraline e seu pai, em Coraline, de Neil Gaiman

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Coraline é um livro que fala pouco sobre os pais de verdade, e talvez a figura de autoridade mais presente na narrativa seja a “Outra Mãe”, mas assim como em A (R)Evolução das Mulheres, existe uma cena sobre o relacionamento de Coraline com o pai que me tocou muito: Quando seu pai a protege de um enxame de vespas e, depois, volta ao local onde elas estão, e isso a inspira a voltar para a Outra Casa para tentar salvar seus pais da Outra Mãe.

Jem, Scout e Atticus Finch, em O Sol é Para Todos


O Sol é Para Todos é conhecido principalmente pelo tema racial, e nesse contexto, Atticus Finch, oadvogado que aceita defender um homem negro e inocente da acusação de agredir uma mulher branca, é muito mais explorado como herói da causa do que como pai. E, apesar de concordar que o tema racial é muito mais relevante dentro da narrativa, a maneira como Atticus educa os filhos também ficou na minha memória. Apesar de não mostrar muitos momentos de carinho, O Sol é Para Todos mostra muito de como Atticus educa Jem e Scout, explicando sobre a vida e as pessoas de maneira descomplicada, mas nunca condescendente com a inteligência deles.

Marko e Hazel, em Saga, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples

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Em Saga, série de quadrinhos escrito por Brian K.Kaughan e ilustrada por Fiona Staples, o leitor acompanha a jornada dos pais de Hazel: Marko e Alana. Marko é um ex-soldado que prometeu nunca mais tocar em armas, de natureza pacífica e personalidade afável, e seu papel na criação de Hazel é tão presente quanto o de Alana – em alguns momentos, até maior. Apesar disso, ele não cai no estereótipo de “homem manso”, exatamente por sua construção cuidadosa desde o início da série, que permite que ele seja ao mesmo tempo um pai emocional e um sobrevivente de qualidades inequívocas.

Estes são alguns dos relacionamentos entre pais e filhos na literatura que mais marcaram minha experiência como leitora. Vocês tem algum? Fala pra gente nos comentários!

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