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Resenha | Sniper de Elite – Perseguição ao Lobo

20 novembro 2020 0 Comentários

Sniper

Se eu vim falar novamente de livro? Exatamente! O fim do ano está chegando e vale super a pena inovar no presente. Eu vejo muita gente reclamar que é muito difícil em presentear homens, então eu vim falar do fechamento da trilogia “Sniper de Elite“, livros excelentes, mas que quase não recebe atenção — que vida injusta! —, então muito provavelmente seu amigo, irmão, namorado, marido… não deve ter.

Eu não trouxe os dois primeiros volumes aqui no blog, mas isso não interfere no último livro, porque as histórias são independentes e podem ser lidas em ordem aleatória, inclusive. E talvez não seja mais possível encontrar os dois primeiros disponíveis nas livrarias, mas esse aqui com certeza tem — na Amazon, por exemplo.

Em “Perseguição ao Lobo“, acompanharemos o SEAL Gil Shannon em perseguição ao terrorismo, e mais especificamente ao “Lobo”, um dos maiores terroristas chechenos e a história aqui segue no mesmo ritmo dos demais livros: muito cheia de ação e de tensão em cada página.
É claro que alguns diálogos são necessários e que alguns trechos sejam realmente mais lentos — o que não é problema algum. Na verdade, são pontos positivos para montagem de uma história coerente —, mas ainda assim será impossível deixar a apreensão de lado.

E por falar em apreensão, Perseguição ao Lobo vai te fazer roer as unhas e não largar o livro enquanto não terminar todas as páginas, sentado na beirada da poltrona, mesmo já sabendo qual é o rumo da história e o fim do terrorista. Isso não foi um spoiler! Antes de me bater, quem gosta desse tipo de assunto, já deve conhecer o final disso, mas para quem não está por dentro, o livro conta isso na página sete.
E aí, talvez você questione a graça de ler uma história onde já se sabe o final. Pois também é aí que eu volto a exaltar a trilogia! Os livros “Sniper de Elite” nos entregam narrativas reais que já aconteceram, mas o que torna os livros tão bons é o modo em que as histórias são contadas e a adrenalina dos perigos eminentes, que os soldados correm a todo tempo. Mesmo sabendo o final, a tensão de acompanhar cada momento do soldado, a cada vez que ele está em uma enrascada, e saber como ele vai se safar daquilo, é o que acelera o coração. Ou então sempre que ele sangra, toma um tiro ou está em fuga, nós estamos aqui do outro lado das páginas, torcendo avidamente pelo seu sucesso. São histórias reais em que o perigo é real, e isso aumenta muito a escala emotiva da leitura.

Vejo muita gente comparar essa trilogia com o livro “Sniper Americano”, mas discordo um pouco. “Sniper Americano” é um livro que eu gosto muito também, mas o foco é um pouco diferente, uma vez que nele a vida Chris Kyle é muito mais explorada, enquanto em “Sniper de Elite” temos menos vida dos soldados e mais história sobre as missões. Eu prefiro comparar essa trilogia aos games “Battle Field” e “Call Of Duty“.

Outro erro que vejo muito recorrente em opiniões sobre esses livros, é a questão do protagonismo americano. Muita gente critica a exaltação americana dos personagens, mas não vejo nada tão apelativo aos USA aqui. É claro que os SEAL são patriotas — mas eu não vejo problema algum nisso, até porque eles respeitam e se submetem a outras nações durante suas jornadas. Acredito que seja mais um caso de heaters, do que um problema geral.

A pegada da trilogia é bem masculina e com certeza vai ser presente certeiro. Vale até mesmo para dar um incentivo na leitura, para os caras que não curtem muito essa praia.

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