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The Umbrella Academy está ainda melhor | Crítica sem spoilers

31 julho 2020 0 Comentários

The Umbrella Academy está ainda melhor | Crítica sem spoilers

Baseado nos quadrinhos de Gerard Way e Gabriel Bá, a segunda temporada de The Umbrella Academy estreou hoje na Netflix. Já recebendo o título de um dos maiores lançamento do ano; eu pude conferir a série com um pouco de antecedência e agora finalmente posso compartilhar minha opinião com vocês e sem spoilers!

Na história, Número Cinco (Aidan Gallagher) alertou sua família que usar os poderes para escapar do apocalipse de Vanya (Ellen Page) em 2019 era arriscado, mas não tinha o que ser feito e tiveram que dar um salto no tempo. A segunda temporada se inicia logo depois disso. Pra variar, Cinco tinha razão: o salto levou os irmãos até Dallas no Texas. E cada um caiu no mesmo local, porém em anos diferentes.

Klaus (Robert Sheehan) e Ben (Justin H. Min), caíram em 1960; Alisson (Emmy Raver-Lampman) em 1961, Luther (Tom Hopper) em 1962, Diego (David Castañeda) em 1 de setembro de 1963, Vanya caiu logo depois, no dia 12 de outubro de 1963, e por fim, Número Cinco caiu no dia 25 de novembro de 1963, onde se deparou mais uma vez com um apocalipse.

divulgação The Umbrella Academy

Então aproveitando a viagem: estamos agora em 1960. Mesmo três anos depois, nenhum dos irmãos conseguiram se encontrar e começaram a pensar que talvez os outros não tivessem sobrevivido. E ficar preso nessa época, fez com que nossos heróis recomeçassem suas vidas e seguissem em frente. Uma página totalmente em branco de um novo livro que seria preenchido; mas quando Cinco chega bem no meio de um “dia do juízo nuclear”, com uma ajuda especial (que escorreu algumas lágrimas, e não vou contar quem é) ele volta dez dias antes para tenta reunir seus irmãos e evitar – mais uma vez – o fim do mundo. Mais uma vez estamos diante de uma corrida (literalmente) contra o tempo.

Mais complicado que reunir o grupo, é descobrir a causa deste fim do mundo, porque lá em 2019, não havia indícios na história de que algo teria acontecido em 1963. Pra piorar, eles precisavam descobrir uma forma de retornar à linha do tempo atual (2019) para impedir outro apocalipse (aquele da primeira temporada). Como tudo sempre complica no meio do caminho, eles estão sendo caçados por um trio de cruéis assassinos suecos que trabalham para “Comissão”, que é responsável por manter a linha do tempo sem alterações – e por lá as coisas também não andam nada bem.

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Com personagens tão peculiares que estavam em 2019 e agora estão sendo obrigados a se adaptar em outra época, muitas coisas mudam em suas vidas e cada um se ajeita como pode: alguns estão bem e outros nem tanto. Assim, em cada episódio vamos companhamos como eles estão lidando com as mudanças.

A linha do tempo na série é algo que confunde os novatos que ainda estão embarcando nesse universo, mas para quem já está acostumado fica fácil de compreender tudo, porque diferente da primeira temporada de The Umbrella Academy, a segunda tem um ritmo constante que flui melhor sem deixar o espectador cansado. No final, nos últimos episódios, percebemos que não faltou nada. Todas as lacunas foram preenchidas com histórias bem desenvolvidas que amadureceram nossos protagonistas – todos sempre dando mais do que realmente podem dar – e deixando-os ainda mais preparados para os próximos apocalipses que ainda podem acontecer.

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Também temos o retorno de alguns personagens queridos que achamos que nunca mais apareceriam – mas como estamos nos referindo a uma série que brinca com viagem no tempo: tudo é possível. Desde: morrer permanentemente, voltar a vida ou morrer depois de morto (sério, você não leu errado). No quesito produção, até para os mais noobs no assunto, é possível observar que teve um aumento considerável no orçamento. É só observar a diversidade de locações, mais personagens e muitos figurantes e uma boa melhora nos efeitos visuais.

E não podemos esquecer da trilha sonora foi um importante elemento que tornou a série tão incrível! A segunda temporada nos trás uma mistura de músicas clássicas, remixes e covers. Temos desde “Bad Guy” da Billie Eilish, numa versão mais rock da banda The Interrupters; também temos “Hello” da Adele numa versão suéca com My Kullsvik; Sam Cooke com a “Twisting the Night Away”, e pasmem, temos até o hino “Everybody” dos Backstreet Boys.

A segunda temporada de The Umbrella Academy tem tudo que a gente gosta: brigas familiares, boas cenas de ação, alívios cômicos na medida certa e uma montanha russa de emoções que promove a série como um dos melhores investimentos feitos pela Netflix. Não deixem de assistir!

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