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Você conhece a banda Asking Alexandria?

1 junho 2020 0 Comentários

Asking Alexandria

Antes de começar a falar desta banda incrível, tenho que alertá-los: não serei nem um pouco imparcial, Asking Alexandria é uma banda que tem raízes muito profundas comigo. Foi uma banda que me moldou e eu evolui junto com eles, e tenho a convicção de que eu não seria quem sou sem eles, além de que minha primeira ida a um show de rock foi para assisti-los e eu ainda tive o privilégio de conhecê-los

Pois bem, a banda foi fundada em 2003, por Ben Bruce em Dubai, mas houve algumas intrigas entre os membros da banda, fazendo a banda se separar e o Bruce reconstituir a banda com outras pessoas. Em 2007 lançaram em Dubai seu álbum de estréia intitulado “The Irony Of Your Perfection”, concebido pela gravadora Hangmans Joke Recordings. O álbum foi muito bem recebido pelo público, o que fez com que Asking Alexandria abrisse diversos shows para bandas maiores, como por exemplo Jimmy Eat World e Pennywise. Mas como nem tudo é perfeito, a banda anunciou sua separação, restando apenas Ben Bruce. Acredito que ele é uma das pessoas mais persistentes que eu conheço, pois desde 2003 ele tenta formar uma banda, mas sempre acontece algum infortúnio.

Em 2008 Bruce se muda pra Inglaterra e trás das cinzas Asking Alexandria em sua nova formação, ressaltando que a antiga Asking Alexandria não possui nenhuma relação com a atual Asking Alexandria. A atual formação da banda é com o  Danny Worsnop no vocal, Ben Bruce e Cameron Liddell sendo os guitarristas, Sam Bettley no baixo e James Cassels no posto de baterista. No início ainda na fase de testes eles nem mesmo tinham um vocalista, mas certa vez Danny Worsnop experimentou cantar a música “The Final Episode (Let’s Change the Channel)” e num consenso geral ele subiu ao posto de vocalista da então recém-formada Asking Alexandria.

Asking Alexandria

Em 15 de setembro de 2009 fizeram sua reestreia no cenário musical com seu primeiro álbum de estúdio intitulado “Stand Up and Scream”, inovando no gênero Metalcore, trazendo sintetizadores e pegadas eletrônicas para o Metal. Embora que os membros da banda não considerem ser representados por esse trabalho em específico, é inegável que até hoje ele abala as estruturas de qualquer fã da banda.Quem nunca ficou no banho encenando o clipe “A Prophecy”? Antigamente eu fazia questão de decorar a canção “If You Can’t Ride Two Horses At Once … You Should Get Out Of The Circus” e hoje já me dou por satisfeita só por saber o refrão.

A banda conseguiu muito destaque em seu primeiro álbum. Estar em turnês, festivais e festas se tornou parte do cotidiano dos rapazes e, foi nessa vibe que eles compuseram “Reckless & Relentless”. Dessa vez optaram por seguir ao pé da letra o dilema do Rock N’ Roll e deu muito errado. O vocalista Danny estava afundado em drogas e bebidas e já era raro ele se apresentar ao público estando sóbrio. Boas almas afirmam que houve uma evolução, um amadurecimento em relação ao primeiro álbum. Eu sinceramente não consigo visualizar isso. Não estou dizendo que o álbum ficou ruim, longe disso, entro em êxtase toda vez que ouço o refrão de “Dear Insanity” que até pouco tempo atrás era minha música favorita dentre todas já lançadas. Creio que a parte mais legal desse álbum é a história que os clipes entregam aos fãs, como por exemplo, “To The Stage” se intercala perfeitamente com “Dear Insanity”.

Antes do lançamento do terceiro álbum chamado “From Death to Destiny”, Worsnop teve suas pregas vocais rasgadas por conta do mau uso da técnica vocal e o abuso de bebidas alcoólicas e drogas. Por sorte, a banda conseguiu o apoio de vocalistas de bandas como “Attila” e “I See Stars” para seguir turnê. Danny seguiu o tratamento com um especialista vocal e inclusive foi gravado no YouTube, eu achei esse vídeo um tanto bizarro.

Quando finalmente o terceiro álbum de inéditas chegou, o estilo fugia totalmente do Metalcore do primeiro álbum, mas com certeza é um álbum mais maduro no quesito composição. Quando eu era criança esse álbum era o que eu menos gostava por conta do meu parâmetro pra lá de duvidoso pra definir a qualidade de um álbum: a quantidade de gritos. Mas, já passei dessa fase.

Já dava pra perceber que que a banda andava passando por maus bocados, mas quando Danny Worsnop anunciou sua saída da banda em janeiro de 2015, os fãs ficaram em choque. Eu mesma pensei ser uma brincadeira e que a qualquer momento iam desmentir, mas alguns meses depois anunciaram um novo vocalista: Denis Stoff, que veio junto com o novo single “I Wont Give In”, música que destoava de tudo que a banda tinha lançado anteriormente. A música dividiu opiniões, mas foi bem recebida, já a chegada de Denis Stoff foi odiada por boa parte dos fãs, por causa do passado meio sombrio do músico.

Asking Alexandria

Em 25 de março de 2016 Asking Alexandria lançou seu quarto álbum de estúdio “The Black”, que embora não seja um trabalho ruim, não foi muito bem aceito por causa do novo vocalista.“The Black” é o álbum mais profundo com certeza, e muito sentimental, por causa da perda do melhor amigo de Ben Bruce, fazendo o álbum ter diversas referências ao Danny.

Quando os fãs finalmente começavam a aceitar o Denis, ele simplesmente some antes de uma turnê gigantesca. O resto da banda recorre ao primeiro vocalista Danny Worsnop, que aceita de imediato fazer a turnê, e mais tarde concorda em voltar para a banda oficialmente, indicando que Denis Stoff não fazia mais parte dos planos do restante do grupo. Foi um tanto confuso na época, mas após algum tempo, Stoff esclareceu em uma entrevista que saiu da banda tão de repente por causa dos problemas que estavam acontecendo na Ucrânia, sua terra natal, e ele queria estar com a família nesses momentos. Um tanto quanto controverso, mas não cabe a nós julgar. O que me resta para lembrar dessa época, é o meu álbum “The Black” que depositei tanta esperança que até comprei na pré venda.

Com a volta definitiva de Danny, a banda lançou “Into The Fire”, outra música com uma pegada diferente do que os fãs estavam acostumados, mais puxada para o Rock e com um visual novo. O álbum de mesmo nome dividiu opiniões, por ser uma mudança de estilo, mas a riqueza no instrumental e na parte lírica o tornaram o álbum mais maduro da banda até então.

E nesse ano de 2020 eles lançaram seu sexto álbum, o “Like House On Fire” . Eu não tinha muita fé nesse álbum porque não gostei muito do “The Violence”, mas quando eu ouvi “House on Fire” foi amor a primeira escutada! Na minha opinião é o melhor trabalho deles, consigo sentir o capricho deles com esse álbum, não deixando a desejar em nada. Agora, o Ben Bruce e o James Cassels estão trabalhando na nova série “Paradise City”, spin-off do filme “American Satan”, que será lançada em breve.

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A seguir, a melhor música na minha opinião, da banda.

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