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Você conhece a banda Bring Me The Horizon?

8 maio 2020 12 Comentários

Fundada em Sheffield, em 2004, Bring Me The Horizon é uma das bandas mais promissoras do cenário do rock alternativo deste século, com pegadas eletrônicas e um mestiço de deathcore, a banda faz com que sua fanbase se torne dividida por apresentar músicas com propostas extremamente diferentes e aqui, vamos falar um pouco sobre a sua história.

Composta por Oliver Sykes (vocalista), Matt Kean (baixista), Matt Nicholls (baterista) – e sim, a banda tem dois Matt, mas nós os tratamos pelos sobrenomes para não confundir – Lee Malia (guitarrista) e Curtis Ward (guitarrista) – tendo este último permanecido até 2009 –  Bring Me The Horizon permaneceu com a maior parte dos integrantes originais. Contudo, é necessário dar destaque a passagem de Jordan Fish, tecladista e backing vocals que entrou em 2012 – mais conhecido por mim como “Quebra-Galho”, em razão de fazer um pouco de tudo – por ter feito parte da maior revolução musical da banda que iremos falar mais tarde. 

Você conhece a banda Bring Me The Horizon?

Tendo o nome sido criado a partir da fala de Jack Sparrow (“Agora…me traga o horizonte”) no filme Piratas do Caribe, os primeiros trabalhos da banda, muito antes de “This is What the Edge of Your Seat Made for”, como, por exemplo, Purple Curto, não passavam de barulheira e gritos. Sinceramente, não havia muita qualidade musical, mas a cada passo que davam, era notável que a estrutura musical do BMTH se elevava. “Count Your Blessings”, seu primeiro álbum de estúdio, definiria-se em uma palavra: Emo. Não há muito o que falar sobre o álbum, ele é barulhento, bem agitado (escuto sempre que estou fazendo alguma atividade, recomendo muito) e violento. Contudo, foi com este trabalho que Bring Me The Horizon conquistou o prêmio de “Melhor revelação britânica” pela revista de rock, Kerrang, ganhando assim destaque mundialmente.  

Já em “Suicide Season”, vemos uma evolução musical, onde podemos perceber arranjos diferentes.  A tecnologia envolvendo todo o álbum é bem distinta dos outros trabalhos da banda. E temos uma versão deluxe, com as músicas remixadas, devendo ser ressaltada a participação de Skrillex, um ex-emo de carteirinha, que participou dessa versão. 

Seguindo a cronologia, o próximo álbum é o “There Is a Hell, Believe Me I’ve Seen It. There Is a Heaven, Let’s Kept It a Secret”, que por conta desse nome gigantesco tem a abreviação  “There is a Hell”. O álbum, foi marcado pela presença do novo guitarrista, Jona Weinhofen, sendo também diferente dos anteriores. A banda nunca se prendeu a um mesmo estilo em seus trabalhos, e este álbum é incrível, ele podia facilmente ser trilha de algum filme de suspense ou terror, por conta da sua pegada sinfônica e do coral de igreja. E o que esse álbum tem para esbanjar, são suas participações especiais. Na música “Don’t Go”, na minha opinião uma das músicas mais fortes da banda, temos a presença da Lights. Tendo a composição uma letra um tanto quanto pesada, com trechos como:

Eu não sei o que foi que fez um pedaço dele morrer

Levou um menino para a floresta, abateu-o com uma foice

Essa música, foi um ponto de vista do primo do Oli, que cometeu um homicídio doloso, extremamente cruel com um rapaz. A canção trata de uma alma que busca perdão pelo pecado que cometeu, e a voz da Lights agrega uma doce áurea a música sombria. O álbum em si já tem uma vibe meio pesada e a música “Blessed With a Curse”  (que é a minha favorita de todos os álbuns) faz parte da trilha sonora de The Witcher 3: Wild Hunt

Você conhece a banda Bring Me The Horizon?

E agora, o melhor álbum, na minha opinião, da banda: O “Sempiternal”. Acredito que esse tenha sido o trabalho mais intenso deles, com uma saída nada amigável do Jona e o vício do Oliver em cetamina, eles não estavam em bons lençóis. Contudo, com a tempestade vem o arco-íris, certo? E a oficialização do Jordan Fish, como eu já tinha dito antes, impulsionou a banda para o caminho certo. Sykes escreveu bastante sobre a sua vida pessoal, sua depressão, seu vício e até mesmo, algumas pessoas dizendo para ele ir a Igreja, o que fez ele compor a música “The House of Wolves”

A banda ganhou muito destaque com esse trabalho, o álbum alcançou a posição 11 do Billboard EUA além de ter diversas críticas positivas. Bring Me The Horizon ganhou uma identidade única, se destacando de outras bandas do mesmo gênero. O “Sempiternal” foi nada mais que uma terapia para Oli. E numa dessas premiações, Oliver acusou o Coldplay de ter plagiado a arte do álbum “Sempiternal” e simplesmente subiu em cima da mesa deles e destruiu-a. Claro que a cena foi interpretada com muito humor, mas o mundo inteiro ficou chocado com a atitude dele. 

Você conhece a banda Bring Me The Horizon?

Fechando com chave de ouro a época deathcore – que nem era tão deathcore assim – a banda embarcou agora no mundo do rock alternativo com o “That’s the Spirit”. Muitas pessoas disseram que  eles não iriam fazer tanto sucesso por conta da mudança de gênero, porém, mesmo com a descrença, a mudança fez o BMTH ter o destaque mundial que tem hoje em dia. Foi escolhido como o melhor álbum do ano pela Kerrang, além de ter sido muito bem elogiado pela crítica (Muito mais que “Sempiternal”).

Com tanto sucesso, é inegável que o público tenha crescido e à apresentação no Royal Albert Hall – que tinha como objetivo de arrecadar fundos para uma instituição de câncer  é a prova disso. Como uma banda de deathcore com muitos gritos, consegue fazer uma apresentação tão linda com orquestra e coral? É o poder do Bring Me The Horizon surtindo efeito, com uma apresentação tão inusitada e impecável. Por falar em inusitada, não posso deixar de citar a amizade da banda com Babymetal, os rapazes são muito amigos das meninas e eles até mesmo abriram shows para Babymetal no Japão. Sykes inclusive já usou uma camiseta da banda em uma apresentação. Ainda espero o dia que o Babymetal faça um cover do BMTH ou BMTH faça um cover de Babymetal.

bring me the horizon e baby metal

Seu álbum mais recente, “Amo”, com toda certeza, é voltado só para o rock alternativo. Eu demorei muito para perceber que amo significa literalmente amor em português. Mas por que a banda escreveria algo em português brazuca? Simples, o Oliver se casou com uma brasileira! Não acho interessante falar da vida pessoal de cada membro, mas nesse caso como nos relaciona, acho bacana citar. E ele está todo apaixonado, dedicou uma música inteira só para ela com o refrão:

Don’t say you love fala amo

Apenas deixe seu coração falar e eu vou saber

E o menino Oliver faz muitas visitas ao Brasil, por conta da esposa.  “Amo” é algo muito experimental, e nas palavras do próprio Fish, é esquisito. É mais uma balada eletrônica do que um rock, e nenhuma música é igual a outra. Este álbum é único e não há palavras para descrever ele de forma adequada, a mais próxima é esquisita mesmo haha. Inclusive, todos os clipes do álbum foram dirigidos pelo próprio Oliver Sykes. “Amo” fez com que a banda alcançasse um novo patamar, fazendo eles concorrerem ao Grammy duas vezes, mas infelizmente nenhuma vitória. 

Por fim, último trabalho deles foi o “Ludens”, música encomendada pelo Kojima para seu novo jogo, contudo, a banda só teve 5 dias para escrever a música do zero. Eu consigo sentir o desespero deles daqui da minha casa, para compor uma música desse porte em tão pouco tempo. Oliver e Jordan também ajudaram em uma música em Aves de Rapina. Essa banda mora no fundo do meu coração, cresceu junto comigo e sinto que mudei junto com ela e o sonho da minha vida é encontrar o Oliver por ai em São Paulo (Tudo bem que já me esbarrei com ele, mas queria de novo né, não custa sonhar).

Aqui, a melhor apresentação de uma das melhores músicas da banda.

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